Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 11/11/2020

A desinformação da população acerca dos benefícios da vacinação contra a varíola foi provavelmente a maior motivação para que a Revolta da Vacina ocorresse no início do século XX. Não obstante, é com preocupação que os órgãos de saúde veem doenças até então controladas, e até mesmo erradicadas, voltarem a assolar a população brasileira. Tal problemática deve-se tanto pela disseminação de ‘Fake News’, como pela falta de investimento governamental.

A priori, a propagação de notícias falsas constitui um desserviço para a população brasileira, uma vez que difunde preconceitos e mitos entre os cidadãos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê em sua constituição a obrigatoriedade da vacinação de indivíduos menores de 18 anos. Tal diretriz nos alerta sobre a importância do cumprimento do calendário nacional de vacinação na prevenção e combate de diversas doenças extremamente danosas para saúde da população, assim como, foi a crise de varíola sofrida no Rio de Janeiro no século passado.

Outrossim, o constante corte de gastos nos últimos anos na área da saúde se mostra preocupante e fator decisivo na disseminação de doenças. De acordo com o artigo 6 da Magna Carta brasileira, todo cidadão tem direito à saúde. Sendo assim, é imprescindível que o governo cumpra com seu dever e garanta a manutenção do serviço público através, também, de vacinação gratuita a todos os indivíduos.

Urge, portanto, a solidificação de políticas com efeito mitigatório para os desafios enfrentados ao garantir a vacinação dos brasileiros. À vista disso, o Ministério da saúde, por meio de Unidades Básicas de Saúde (UBS), na figura dos agentes de saúde, deve realizar rastreamento de indivíduos que se recusem a cumprir o calendário vacinal, a fim de responsabiliza-los por seu crime. Além disso, o Ministério da Saúde em parceria com Meios de Comunicação, como jornais, revistas, youtubers, deve realizar campanhas através de vídeos interativos, a fim de informar, educar e desmistificar falsas informações que comprometam a saúde pública do país.