Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 10/11/2020
O livro “Cidadão de papel“, do sociólogo Gilberto Dimenstein, retrata a falsa sensação de cidadania, que apesar dos indivíduos possuírem direitos assegurados na legislação, na prática, em muitos casos, eles não são concretizados. Fora da literatura, semelhantemente, o Brasil possui uma Carta Magna vanguardista, porém, uma aplicação incipiente, visto que, apesar do direito à saúde ser assegurado a todos brasileiros, o desabastecimento de vacinas essenciais em municípios com menos recursos deturpa essa diretriz. Assim, a falta de infraestrutura em postos de saúde e em hospitais, contíguo com os movimentos antivacinas são desafios para garantir a imunização dos brasileiros.
Em primeira análise, pela suas dimensões continentais, o Brasil ainda não consegue abastecer todos os municípios com as vacinas considerados essenciais. Os escassos investimentos governamentais, com a garantia das imunizações necessárias, são fatores que corroboram para riscos de surtos e de epidemias de doenças fatais, além do retorno de enfermidades erradicadas, a exemplo o sarampo, a poliomielite, a rubéola e a difteria. Dessa forma, é notório que a cobertura de vacinação diminui ano após ano e possibilita a criação de bolsões com pessoas suscetíveis à disfunções extintas. Assim, cabe ao Governo ampliar a cobertura de vacinação do país visando evitar o retorno de patologias suprimidas ou de uma possível epidemia.
Em segunda análise, os movimentos antivacina contíguo com a falta de informação são fatores que corroboram para a não garantia da imunização em todo território nacional. Nesse plano, esse cenário caótico contra a vacinação não é contemporâneo, nota-se que tal resistência desde a Revolta da Vacina, na qual a falta de confiança nas autoridades resultou em uma rebelião. Observa-se, portanto, que em alguns momentos, tanto em 1904 quanto em 2020, a guerra entre informações verdadeiras e inverídicas foram os agentes responsáveis por essa desaceitação. Esse contexto ordenador e coercitivo, reflete na queda da aquisição de proteção contra enfermidades tornando a população suscetível à doenças para as quais se já tem cura.
Diante desses impasses, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Destarte, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, aumentar a imunização em todo território nacional. Tal proposta mediante o aumento do percentual de investimento, o qual será destinado, sobretudo, para as regiões onde a desabastecimento das vacinas essenciais e para a divulgação na televisão e nas ruas de rede sociais, visto que são meios de grande influência sobre a população, sobre a importância da imunização. Assim, objetivando cessar as informações falsas e divulgar a importância da vacinação.