Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 11/11/2020

Está contido no Estatuto da Criança e do Adolescente que a vacinação é um direito da criança e um dever dos pais. Contudo, mesmo sendo uma obrigação prevista por lei , a cobertura de vacinas vem caindo nos últimos anos no Brasil. Logo, observa-se que a imunização da população está sendo afetada devido a uma leva de informações erradas sobre as vacinas, espalhadas pelas redes sociais, que têm deixado pais receosos com a segurança de seus filhos.

Nesse contexto, uma pesquisa da Avaaz mostrou que “fake news” a respeito das vacinas, foram acessadas 3,8 bilhões de vezes, no Facebook, apenas em alguns países. Isso evidencia como os movimentos antivacina tem ganhado força , espalhando especulações e amedrontando pessoas. Assim, muitos brasileiros acreditam que as vacinas não são seguras e não se imunizam de doenças fatais, o que poderia ser feito gratuitamente. Por conseguinte, doenças erradicadas, como a poliomelite e o sarampo, voltaram a aparecer e deixar vítimas.

Ademais, o documentário Pandemia da Netflix acompanhou uma mãe, ativista do movimento antivacina, que acredita que vacinas não são seguras e que hábitos saudáveis darão imunidade para que seus filhos combatam as doenças. Entretanto, já foi provado a inautenticidade disso por diversos estudos, pois ter uma boa saúde pode ajudar na resposta imune eficaz , mas não imunizar. Em virtude de ideias com essa e de teorias conspiratórias sobre controle populacional, muitos brasileiros tem se colocado contra as vacinas, diminuindo a cobertura vacinal.

Portanto, é preciso que o Ministério da Saúde trabalhe combatendo cada notícia falsa repercutida, mostrando os fatos e incentivando a vacinação, por meio das redes sociais e autoridades da saúde. Assim, poderá evitar que dogmas mentirosos se instalem na sociedade e garantir a cobertura necessária para que as doenças sejam erradicadas. As vacinas são um progresso construído em décadas de estudos e isso não pode ser jogado fora.