Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 11/11/2020

No início do século XX, o Rio de Janeiro passava por um período onde não se tinha preocupação com saneamento básico e planejamento de ocupação, por isso foi palco de doenças como a varíola, febre amarela. Para solucionar o problema, foi imposto a vacinação obrigatória, o que gerou revolta para a maioria da população que, sem informações básicas, se recusava a tomar vacina. Com o tempo e consequentemente novos estudos e descoberta, o ato de vacinar passou a ser aceita pela população. Entretanto, nos dias atuais há ainda grupos antivacinas que disseminam fake news e, junto a isso há a falta de informação à população e pouco investimento governamental.

O coronavírus é uma doença que assolou o mundo inteiro em 2020. Devido a isso começou uma corrida pela vacina. O estado de São Paulo anunciou parceria a empresa chinesa responsável pela criação da coronavac, uma vacina que está na frente nas pesquisas, e o mesmo anunciou vacinação para o começo de 2021. O que era pra ser uma notícia agradável passou a ser disputa política. O presidente da república e seus apoiadores insistem em disseminar notícias falsas sobre a imunização, causando pânico nas pessoas e fazendo com que muitas não queiram tomar. O mesmo vem acontecendo com outras vacinas, como a do sarampo, pais estão deixando de vacinar seus filhos por medo devido a fake news espalhadas por pessoas nas redes sociais, onde chegam afirmar que a vacina causa autismo.

Atrelado aos fatos citados, vale ressaltar que o governo brasileiro diminuiu 400 milhões em investimento para imunização, o que pode ter dificultado o acesso a vacina para muitas pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura da tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola) está bem baixa, entre fevereiro de 2018 á fevereiro de 2019, o Brasil teve 10.374 casos de doenças que estavam erradicadas, dentre elas o sarampo, o que representa uma derrota no âmbito da saúde.

Diante dos fatos apresentados, é notável que haja mudanças para que a situação seja alterada. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a vacina evita de 2 á 3 milhões de mortes por ano, e precisa ser levada a sério. Segundo a Constituição de 1988, todo cidadão tem o direito à saúde de qualidade e gratuita, porém isso não está sendo concretizado, visto o corte de verbas na área, e é trabalho do governo investir mais nesse setor, fazer campanhas para incentivar as pessoas a se vacinarem e, principalmente imunizar seus filhos também. As redes sociais devem criar um sistema mais rígido para detectar fake news e tirá-los do ar. Adotando tais medidas da forma certa e democrática, os desafios para garantir a vacinação no Brasil será controlado.