Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 12/11/2020

No ano de 2016, a doença do sarampo foi erradicada do Brasil. Todavia, menos de cinco anos depois, o estado de São Paulo já sofria com outro surto do vírus. A volta dessa e de demais doenças se deve a diversos fatores, seja tanto pela falta de cobertura adequada de postos de saúde em determinadas regiões, quanto pela propagação de notícias falsas sobre a periculosidade da vacina e a crença de que a vacinação é uma escolha individual, e não um dever.

Com a COVID-19, popularizou-se o termo “imunidade de rebanho”, que diz sobre a segurança que uma pessoa não imunizada terá enquanto demais indivíduos estiverem imunes, pois a transmissão horizontal do agente infeccioso será impossibilitada. O fenômeno da imunidade de rebanho, embora não seja uma solução, pode amenizar o efeito da propagação de doenças em esferas sociais que não possuem acesso a postos de saúde, o que se torna um objetivo distante quando a vacinação é vista apenas como um problema individual.

Além disso, com o advento da internet, o movimento anti-vacina -que foi considerado como uma das dez maiores ameaças à saúde mundial pela OMS- tem ganhado força através da difusão de informações falsas. Pais adeptos ao movimento acreditam, por exemplo, que a vacinação possa fazer seus filhos desenvolverem autismo. Tais crenças fazem com que as barreiras para a vacinação não sejam apenas um problema de infraestrutura, mas também de desinformação.

Dados os fatos, cabe ao Ministério da Saúde elaborar campanhas de conscientização sobre a segurança da vacina, em propagandas televisivas, outdoors e cartazes, visando que a população mantenha-se informada e com isso eliminando a hesitação sobre receber vacinas. Também é necessário que os governos municipais garantam cobertura completa dos postos de saúde em qualquer parte do município.