Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 14/11/2020

Em 1998 um médico britânico, Andrew Wakefield, publicou um estudo fraudulento em uma revista científica dizendo que a vacina tríplice viral estava causando autismo nas crianças, logo foi comprovado a falta de veracidade e sua licença foi cassada. Entretanto, o dano já estava instaurado, começando assim o movimento que não afeta apenas as pessoas que participam, mas sim toda a sociedade em geral, o movimento Antivacina. Logo, os índices de vacinação caem todo ano, principalmente no Brasil, sendo preciso haver mudanças urgentes nessa grave realidade de saúde pública no país.

A priori, a vacina revolucionou os métodos de profilaxia na medicina, conseguindo erradicar doenças como rubéola e poliomielite no Brasil. Todavia, de acordo com o Programa Nacional de Imunização, desde 2013 a vacinação contra caxumba, sarampo e rubéola estão em declínio a cada ano, deixando as pessoas mais suscetíveis a doenças já erradicadas e letais. Com isso, a vida em sociedade é afetada, pois as pessoas que se fazem parte do movimento Antivacina e se recusam serem imunizadas podem contrair a doença e contaminar outras pessoas, inicializando uma epidemia ou algo pior.

Outrossim, conforme o Ministério da Saúde (MS), os investimentos de recursos aplicados para a vacinação aumentaram aproximadamente em 3,74 bilhões de reais entre 2010 e 2017, porém menos pessoas estão sendo imunizadas. Diante disso, a Faculdade São Leopoldo de Campinas SP, lançou uma pesquisa indicando como os argumentos errôneos e Fake News estão afetando as vacinações no país. As redes sociais possuem a facilidade de comunicação entre pessoas, contudo, a rapidez de como as informações erradas chegam nas pessoas também ampliou, causando problemas como a desinformação sobre o assunto e consequentemente a diminuição da cobertura dessa profilaxia.

Portanto, para o ativista Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Desse modo, é mister a necessidade de expandir os dados corretos sobre as vacinas, precisando alcançar as pessoas que são bombardeadas todo dia com notícias falsas sobre elas. Destarte, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação e ONG’s, devem promover campanhas mais efetivas em redes sociais e canais de televisão, desmentindo as informações incorretas e trazendo de forma clara e objetiva a verdade, explicando a segurança e benefícios. Além disso, o MS precisa melhorar a disponibilidade das vacinas em regiões mais afastadas dos grandes polos, monitorar as condições de armazenamento em postos de saúde e criar estratégias de respostas rápidas no enfrentamento de possíveis surtos. Dessarte, podemos aumentar os índices de imunização e, por conseguinte evitar a volta de doenças já erradicadas no país, diminuindo a força do movimento Antivacina.