Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 15/11/2020
De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, o desafio para vacinar os cidadãos brasileiros carece de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.
Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para efetivação, na integra, da vacinação no país. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área de saúde e publicidade, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados ao debate sobre prevenção de doenças patogênicas e infraestrutura de base, medidas essas que combateriam toda duvida populacional e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca da importância da vacinação, pois, não houve instrução na íntegra, o que torna mais difícil a luta por mudanças. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, em sua ‘’Terceira Carta Pedagógica’’, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência na formação de ideias críticas, ações sociais expressivas e uma boa base educacional analítica sobre a qualidade de vida ao vacinar-se, o país não obtêm grandes transformações. Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social que permeia a atualidade. Desse modo, uma mudança nos preceitos sociais será importante para resolver o impasse.
Depreende-se, portanto, novas medidas para garantir a vacinação dos brasileiros. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito da eficácia e proteção, cientificamente comprovada, das vacinas, como também palestras, debates e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio gratuito, participação remunerada de profissionais da área de saúde e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscará o tão sonhado progresso de George B.