Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 15/11/2020

Na obra ``A República´´, do escritor grego Platão, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de cidadãos incultos. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a vacinação dos brasileiros apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização de uma pólis ideal para Platão. Nesse sentido, esse panorama desvantajoso é fruto tanto da falta de investimentos governamentais, quanto de movimentos radicais antivacina. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade do século XXl.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a escassez de conhecimento dos cidadãos sobre as vacinas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Nessa lógica, segundo o pensador empirista John Locke,`` o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população´´, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades na questão de investimentos nos setores de saúde pública, que baixa a cobertura de vacinação contra as principais doenças virais, e que são facilmente disseminadas pelas pessoas, essa irresponsabilidade agrava muito os níveis de mortalidade. Desse modo, faz- se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o movimento antivacina como promotor do problema. Nesse contexto, de acordo com o cientista Albert Einstein,`` devemos abrir a mente para coisas novas e benéficas à população, para que no futuro possa se colher bons resultados dessas escolhas´´. Em relação a esse pressuposto, os brasileiros não vacinam seus filhos, devido as fake news e movimentos radicais que fragilizam a saúde pública, e que ajuda no retorno de doenças erradicadas do passado. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essas revoluções desnecessárias contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a escassez de conhecimento sobre vacinação infantil, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em campanhas obrigatórias escolares contra as principais doenças virais e revigorar investimentos nas propagandas de saúde pública, por meio do Ministério da Saúde e Ministério de Comunicações, para que a cobertura de vacinação seja maior que 85% em todas as regiões do país e comunicar sobre os efeitos da vacina no corpo humano, com a intenção de minimizar as taxas de mortalidade e manter isso a longo prazo.