Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 16/11/2020

A concentração de renda que é fruto de uma lógica capitalista, traz junto de si uma grande quantidade de consequencias negativas à uma mínima condição de dignidade humana, tal como a fome, que ainda no século XXI é um assunto recorrente na sociedade contemporânea, e o quadro de fome pode ser diretamente associado a uma má distribuição de recursos entre as classes sociais.

Em princípio o modo capitalista de não consegue explicar somente o motivo da fome ainda ser uma pauta discutível no atual momento, mas no Brasil especialmente isto está ligado ao passado histórico, no período colonial, onde somente os proprietários de terra e suas famílias tinham acesso a uma dieta digna, destinando os escravos e os homens pobres à subnutrição e a fome em si. E este tipo de modelo social que destina principalmente negros a fome é fruto de uma explícita desigualdade social que se mantém sobretudo advinda do racismo estrutural que faz parte da sociedade brasileira.

Por outro lado, crises sociais, econômicas e ambientais, como seca e chuvas extremas podem levar também a uma falta de alimentos, causando o aumento de seus preços o que compromete o seu acesso em regiões menos desenvolvidas, como no nordeste e norte do Brasil onde estão concentrados os maiores números da fome no país segundo o senso do IBGE em 2010, continuamente a falta de auxilio governamental para combater esses quadros, leva a fome à muitas famílias em situação de vulnerabilidade social.

Por fim, a desigualdade social que se perpetua nos moldes capitalistas, afeta diretamente o acesso de recursos que garantem a condição humana de dignidade, que é defendida através da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, mas que na realidade não é cumprida integralmente em muitos lugares, inclusive no Brasil.

Diante dos fatos apresentados, faz-se necessário a busca de soluções. O Ministério da Cidadania em conjunto com Ministério da Fazenda devem ampliar o alcance de programas sociais já existentes, como o extinto bolsa-família e criar a “Renda Social para Alimentação” por meio de um projeto de lei apresentado à Câmara dos Deputados que garantem uma renda de R$ 320,00 corrigida pela inflação, para famílias que sobrevivam com até dois salários mínimos por mês, além de políticas afirmativas do Ministério do Trabalho para população negra por meio de campanhas promovidas em espaços públicos trazendo conscientização de relações de racismo estrutural dentro do trabalho e promovendo também ofertas de trabalho para esta parcela da população, a fim de promover uma distribuição mais igualitária de renda por meio dessas iniciativas, combatendo a fome e entendendo a dignidade a todos cidadãos brasileiros.