Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 16/11/2020

Surgiu, no século XX, a Revolta da Vacina. Manifestação essa que desejava a vacinação obrigatória à população do Rio de Janeiro, ou seja, o Estado determinou que toda a população carente fosse vacinada contra a Varíola. Porém, por se tratar de uma ordem imposta e não um diálogo com os cidadãos, se tornou uma opressão. Esse relato, por mais que não tenha ocorrido na contemporaneidade, é continuamente visto na atual sociedade brasileira; fruto este, da falta de diálogo entre o Poder Civil e o Poder Político. O que gera, por consequência, o receio dos indivíduos em vacinar e reaparição de doenças já erradicadas.

Primeiramente, é importante analisar as causas e consequências do impasse. A princípio, devido ao processo de colonização iniciado em 1500, o Brasil é palco de inúmeras políticas diferentes - como colônia, monarquia e república, sendo que cada uma, possui sua própria forma de governo. Entretanto, essa pluralidade não é sinônimo de democracia a todos os brasileiros e faz com que cada governante tenha contato limitado com o grande público. Por conseguinte, a regência impõe o que desejar e os habitantes buscam na revolta uma forma de voz nas decisões. O problema é que no caso das vacinas o resultado e contado em perdas de vidas humanas.

Seguidamente, também vale também destacar as consequências do empecilho. De acordo com o “DATASUS” houve, em 2016, uma queda de aproximadamente 25% nas taxas de vacinação contra Poliomielite, o que é apenas um reflexo do que pode ocorrer com o movimento contra as vacinas. Nota-se que doenças como a varíola por exemplo, que tem um alto poder de mutação, em um novo surto da doença a antiga vacina não será mais totalmente eficaz. Portanto com o seguimento de movimentos contra esse ato imunológico, pode ocorrer o ressurgimento de doenças incapazes de serem combatidas pelo organismo humano, o que leva a morte de milhares de pessoas e uma grise no sistema de saúde.

Portanto, é mister que o Estado tome as devidas atitudes para amenizar o problema. Urge assim, que o Ministério da Educação, órgão responsável pela administração educacional do Brasil, articule uma nova frente informacional no país. Por meio de uma reunião com os principais mestres e doutores em medicina de cada região, a fim de expor detalhadamente as variantes epidêmicas de suas localidades e articular uma nova frente que englobe todas essas diversidades e riscos em uma única informação; esta que será divulgada em todos os níveis da sociedade. Para que, dessa forma, cada cidadão tenha conhecimento da situação, indo a favor da imunização e acabando com o risco de novas doenças.