Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 19/11/2020
Durante o início do século XX, o Brasil enfrentou diversos problemas relacionados a saúde, como doenças que foram trazidas por europeus durante a colonização e nos anos seguintes, e epidemias causadas pela falta de saneamento básico e urbanização nas áreas centrais. Para combater esse problema, o governo começou a obrigar a população a se vacinar, como resultado, ela se rebelou e gerou uma revolta popular chamada Revolta da Vacina. Hodiernamente, a vacinação é opcional e muitas pessoas não tomam, seja pela falta de acesso, como no caso do índios e de comunidades periféricas, ou pela falta de conhecimento e noção da importância por parte dos brasileiros.
Em primeira instância, é notório que todos os anos o Ministério da Saúde promove diversas campanhas de vacinação e gasta cerca de R$ 4,5 bilhões, segundo uma nota publicada por eles, no entanto, existem muitas pessoas que não têm acesso a postos, UBS ou hospitais, como é o caso de diversas comunidades indígenas e populações pobres que vivem no interior do país e necessitam de médicos e estrutura adequada, uma vez que os recursos públicos geralmente são gastos em áreas centrais e populosas, e as interioranas são esquecidas.
Além disso, da mesma forma que na época da Revolta da Vacina os indivíduos tinham medo de tomar por acharem que o governo queria matar eles, atualmente, muitas pessoas não se vacinam por insegurança ou falta de informação. A vacina tem como objetivo criar anticorpos no ser humano para que em casos de contração da doença infecciosa, ele já esteja imunizado e não seja tão prejudicial a saúde, entretanto, muitas gente não entende a importância ou acredita que a preparação biológica seja desnecessária. Como consequência, uma série de doenças já erradicadas tem voltado à acometer diversos estados, como a febre amarela, sarampo e rubéola.
Urge, portanto, que instituições públicas cooperem para mitigar essa problemática. Cabe ao Ministério da Saúde garantir que a população interiorana e periférica tenha acesso a saúde adequada, por meio de projetos de construção de postos e hospitais nessas áreas, além de criação de concursos públicos para contratar profissionais para trabalharem nessas comunidades, a fim de que se cumpra a Constituição e o direito a saúde adequada seja garantido. Ademais, cabe às Escolas fiscalizar e ensinar os pais a importância da vacinação, promovendo palestras e reuniões com eles e pedindo a apresentação da carteira de vacinação com as doses em dia durante a matrícula do filho, a fim de que as pessoas sejam imunizadas e diminua a volta de doenças erradicadas. Somente assim, diminuirão os desafios da imunização de brasileiros.