Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/11/2020
A revolta da Vacina, ocorrida no século XX, foi um movimento de repúdios às técnicas de imunização desenvolvida pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Na contemporaneidade, o quadro não é diferente daquele vivido no século passado, uma vez que parcela substancial da sociedade mostra-se negligente em relação à vacinação no país. Com efeito, para que essa mazela seja supera, é necessário reconhecer a importância das campanhas vacinais para prevenção de doenças.
Em primeira análise, é importante sinalizar que a falta de estrutura nos postos de saúde e hospitais compromete a eficácia da imunização em escala nacional. Isso se explica por que, apesar da Carta Magna de 1988 garantir o direito à saúde, a má gestão dos recursos públicos e a corrupção comprometem a qualidade dos serviços prestados dificultando o acesso da população à vacinação e comprometendo sua saúde diante de diversas doenças.
Além disso, a falta de informação pode interferi na escolha dos pais de levarem seus filhos para se vacina. Isso afeta, sobretudo, camadas mais vulneráveis da população, que não entendem as consequências da falta de imunização preventiva. Sob esse viés, o filósofo Émile Durkheim, afirma que a sociedade é como um corpo biológico, onde as parte devem interagir para garantir a coesão e a igualdade. Dessa forma, sem o engajamento de todas as camadas sociais, o país pode voltar a sofrer com os efeitos ocasionados por doenças como sarampo, poliomielite e a rubéola.
Portanto, infere-se, que medidas devem ser tomadas para que o problema seja resolvido. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve promover a melhoria do sistema público de saúde, por meio de investimentos direcionados às unidades básicas e as campanhas de vacinação com o objetivo de ampliar a imunização, e as comunidades serem contempladas, sendo assim a sociedade alcançará o que Durkheim tanto afirmava o engajamento das camadas sociais e a harmonia entre elas.