Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 22/11/2020
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito aos desafios para garantir a vacinação dos cidadãos. Nesse contexto, a imunização é um desafio no Brasil e persiste devido, não só pelo legado histórico, mas também ao negacionismo científico.
Convém ressaltar, a princípio, que o contexto histórico no Brasil é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, um grande entrave para a imunização dos brasileiros, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à ao passado brasileiro.Haja vista que, ano de 1904, ocorreu um movimento de caráter popular na cidade do Rio de Janeiro(capital do país). O motivo que desencadeou a revolta foi a campanha de vacinação obrigatória, imposta pelo governo federal, contra a varíola. Logo, a história é cíclica e ao se olhar o passado, percebe-se alguns país deixam de vacinar seus filhos como sinal de protesto e por desacreditar na ciência e pesquisa.
Ademais, o aumento do negacionismo cientifico é um grande impasse para a resolução da problemática. Segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão de defesa de teoria sem base cientifica sobre o efeito danoso das vacina, que tem como base uma forte influência da falta de um pensamento racional. Em consequência disso, nota-se que algumas doenças erradicas por anos - sarampo, poliomelite, difteria - Segundo a Organização Mundial da Saúde, o sarampo registrou um aumento de 30% nos casos em todo o mundo. Assim, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, esse problema tem sua intervenção dificultada.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário.a criação de ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar da sociedade atual, pelo Ministério da Educação, em parceria com o Ministério saúde. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na imunização e saúde dos seus filhos, além de relatos de experiência, dados estatísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados. Por fim, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável pelo problema, pois, de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.