Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 24/11/2020

Segundo o pensador Confúcio, a essência do conhecimento consiste em aplicá-lo uma vez possuído. Nesse sentido, as pesquisas científicas e seus estudos são aplicados literalmente por meio das vacinas. No entanto, no Brasil contemporâneo, a vacinação se mostra como um desafio pois, nas últimas décadas, doenças já erradicadas voltaram a afligir o sistema de saúde. Assim, é evidente que a propagação de fake news é a principal causadora da insegurança populacional, que leva à nã-vacinação.

A priori, as chamadas “fake news”, ou notícias falsas, constituem um problema constante na atualidade. De acordo com a revista “Scientific American”, reportagens desse tipo muitas vezes são a fonte da prática antivacina, porque usam de mitos médicos ou pesquisas fictícias para a argumentação sobre os supostos maléficos das vacinas. Desse modo, a falta de questionamento da população sobre suas fontes e a não observância de tais notícias como crime pelo poder legislativo, são problemas a ser combatidos.

Sendo assim, o povo brasileiro, catalisado pelas fake news acaba por ficar inseguro sobre a eficácia ou riscos da vacinação. No livro “Entre o Passado e o Futuro” de Hannah Arendt, a escritora explica que o maior obstáculo das sociedades está em reconhecer o seu “tesouro” antes que este seja perdido. Nesse prospecto, o poder de imunização das vacinas é o tesouro nacional, e o início da sua perda já é sentido: em 2019 mais de 10 mil pessoas foram infectados pelo sarampo, doença imunizável e inexistente no território desde 2016.

Portanto, tal tesouro arendtiniano só será evidenciado se o conhecimento, na forma de vacinas, for aplicado. Dessa maneira, é papel do Legislativo desencorajar as nocivas notícias falsas, por meio da criação de leis severas contra a divulgação e redação de tais conteúdos, para que a população não fique à mercê da insegurança ferado ao noticiar mentiras como fatos. Ademais, cabe às universidades de ciências biológicas oferecer debates públicos, discutindo e respondendo às dúvidas dos cidadãos. Assim, as funções sociais da mídia e da faculdade serão exercidas, evidenciando o tesouro antes que este se perca totalmente