Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/11/2020

Em 1904, no Rio de Janeiro, aconteceu a chamada “Revolta da Vacina”, rebelião na qual os cidadãos eram contra a vacinação, pois acreditavam que a vacina era maléfica. Analogamente, tem-se em vista que a sociedade continua com o mesmo pensamento, devido aos índices de vacinados reduzirem a cada ano. Tal problemática ocorre pela disseminação de notícias falsas e suas respectivas consequências.

Em primeiro lugar, é necessário debater o papel das fakes news no cotidiano brasileiro. Além de espalhar dados mentirosos sobre as vacina como a responsável por infecções e mortes, as notícias também fazem com que o usuário troque o certo pelo duvidoso, influenciando os amigos a fazerem o mesmo. Assim, a falta de questionamento e informação acaba por gerar menores taxas de vacinados, levando em conta que os cidadãos acreditam nas reportagens intencionais vindas do movimento anti-vacina.

Em segunda análise, é preciso ressaltar as consequências da queda da vacinação. Diferente do que é pregado nas fakes news, a ausência da vacina é responsável pela volta de doenças já erradicadas, capazes de gerar futuras epidemias. Essas doenças que já haviam “saído de cena”, voltam a se tornar problemas, espalhando-se pelo país rapidamente e difíceis de controlar. Dessa forma, fica claro a necessidade dessa campanha, sua importância fundamental em prevenir doenças e proporcionar bem-estar e qualidade de vida a sociedade.

Diante disso, é mister que o Ministério da Saúde amplie as notícias acerca das vacinas, aumentando a campanha através das redes sociais, bem como cartazes em postos e hospitais, com vídeos, palestras e tira-dúvidas, a fim de divulgar maiores notícias sobre os benefícios e importância da vacinação. Dessa forma, será possível disseminar corretas informações e garantir a vacinação a todos. Ademais, cabe aos cidadãos informarem-se sobre a origem dos posts, procurando sempre evitar o compartilhamento das fakes news, e assim, construiremos uma nação mais sábia, diminuindo as chances de ocorrer uma segunda revolta da vacina.