Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 04/12/2020

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a vacinação é a forma mais simples, segura e eficaz de proteger as pessoas contra doenças nocivas antes que entrem em contato com ela. No entanto, o atual cenário brasileiro, no que se diz respeito à imunização ativa, infelizmente enfrenta empasses para efetivar seu êxito. Isso se deve, não somente pela carência de informações presadas à população sobre o assunto, mas também pela precariedade do sistema responsável de saúde.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz de pesquisa e desenvolvimento em ciências biológicas, o Brasil ocupa uma posição de destaque perante o mundo quando o assunto é vacinação. Entretanto, apesar desse famigerado posicionamento, a taxa de cidadãos que deixam de tomar vacinas a cada ano têm aumentado, conforme dados do Ministério da Saúde, uma vez que muitos pais estão deixando de imunizar seus filhos e, muitas vezes, a si próprios. Motivo disso é, sobretudo, a desinformação popular, agravada pelas frequentes ondas de notícias falsas quanto à eficácia e aos danos que as prevenções trazem à saúde.

Além do tal cenário análogo à incredulidade que causou a Revolta da Vacina em 1904, no Rio de Janeiro, ainda se é somado o fato da inconsistência pública na distribuição e aplicação dos imunizantes para as pessoas. Embora os investimento nessa área ministerial tenham aumentado em 200 milhões de reais dos anos de 2017 para 2018, conforme o Programa Nacional de Imunização, ainda há falhas inaceitáveis no sistema. Incontestavelmente, a falta de insumos nos postos de saúde são o maior agravante da situação, e variam desde a insuficiência de itens básicos, como algodão, agulhas e seringas, até de aparelhos mais complexos, a exemplo dos refrigeradores necessários para a conservação das doses.

Sendo assim, torna-se evidente a necessidade imediata de mudanças, sobretudo eficientes, para que os desafios quanto à garantia da vacinação dos brasileiros sejam resolvidas definitivamente. Para isso, devemos contar com a ajuda e colaboração de todos. Primeiramente, tendo em vista que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo - como disse Nelson Mandela -, as redes de ensino, apoiadas e subsidiadas pelo Ministério da Saúde, devem ampliar o número de informações prestadas à comunidade escolar - o que engloba discentes, docentes, colaboradores e responsáveis - por meio de eletivas lúdicas, dinâmicas e interativas, afim de