Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 30/12/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu Artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, infelizmente, tal prerrogativa não tem reverberado-se, com ênfase na prática, quando se observa os obstáculos para garantir a vacinação da população nacional, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Nessa perspectiva, convém analisar as principais consequências relacionadas a esse fenômeno na sociedade brasileira.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais adequandas, perante a população, para combater o déficit nas vacinações. À luz da História, em 1904, ocorreu, no Rio de Janeiro, uma rebelião popular contra a vacina anti-varíola, em que o governo promoveu a sanitização da cidade a base do autoritarismo, sem prestar o devido esclarecimento sobre a vacinação e higiene à população, o que corroborou a Revolta da Vacina. Diante do fato exposto, de acordo com o Ministério da Saúde, atuamelmte, doenças já erradicadas na passado estão ressurgindo na população, como o sarampo, a caxumba e a rubéola, o que mostra que a estagnação de campanhas, concientizações e esclarecimentos afeta diretamente a falta de procura pelas vacinas, o que, infelizmente, é evidente no país quando se analisa a cobertura vacinal.
Ademais, é fundamental apontar a disseminação das “Fake News” pelos veículos midiáticos como impulsionadora da diminuição na taxa de vacinação entre a população de crianças e jovens pelo Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a propagação de informações falsas sobre as vacinas é um dos fatores que contribuiu para o aumento de 30% nos casos de sarampo no mundo entre 2016 e 2017. À face do exposto, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar, tendo em vista que, mesmo que a vacinação reduza a incidência de doenças evitáveis na país, isso não significa que elas estão sob controle em uma escala global e, a proliferação de informações infiéis à verdade podem desencadear um problema maior de saúde pública.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater os obstáculos supracitados. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde e o CONAR, respectivamente, por instermédio de campanhas para promoção e recuperação da saúde da população - através dos agentes de saúde e palestras escolares - e a fiscalização apropriada de mídias e autorregularização publicitária, intensifiquem a importância da vacinação e a circulação de informações verídicas sobre a saúde. Outrossim, com estas ações, alcançar o propósito de almentar a cobertura vacinal no Brasil. Assim, torna-se-á possíel a efetivação do elementos elencados na Carta Magna e o bem-estar social.