Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/12/2020

A Peste Negra é tradicionalmente conhecida por ter dizimado, pelo menos, cerca de 1/3 da coletividade europeia. Ao se focar no momento atual, nota-se que o avanço da ciência possibilitou o controle de várias doenças como a peste, todavia, o descaso de informação para os indivíduos e o papel passivo das autoridades ratificam os desafios para a vacinação. Ora, uma imagem de omissão e, sobretudo, desleixo que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Na ótica de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando o Governo não enxerga a vacinação com prioridade, gesta-se uma geração de ineficácia a imunização, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social como na questão de garantir direito à saúde de qualidade para os indivíduos, haja vista que a má gestão dos recursos públicos corrobora para essa mazela. Logo, mostra-se um Estado de ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. De acordo com Émile Durkheim, afirma que a sociedade é um corpo biológico, onde as partes devem interagir para garantir a coesão e igualdade. Nessa perspectiva, a ausência de informações pode inteferir na escolha dos indivíduos em se vacinarem, assim, sem o engajamento da coletividade o país pode retomar doenças graves como a poliomieltie e, sobretudo, o sarampo. Nesse sentido, é fulcral que o olhar coletivo reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto que, nessa problemática, o Estado deve tonificar seu investimento nessa esfera, por meio de verbas destinadas para tal área, ampliando as estruturas de hospitais e postinhos, a fim de manter todos os indivíduos com a vacinação em dia e, por extensão, uma sáude de qualidade. Ademais, a sociedade precisa intensificar a tarefa de discussão acerca da vacinação, por intermédio de palestras educativas e, por tabela, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que ocorridos como a Peste Negra sejam apenas fatos históricos.