Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/12/2020

1904, Rio de Janeiro. Uma revolta popular ocorre, após a imposição da vacina como medida obrigatória. Hodiernamente, o Brasil ainda enfrenta problemas ao tentar promover campanhas de vacinação efetivas, uma vez que os movimentos contrários à imunização são enfatizados pela propagação das notícias falsas, bem como a inobservância do Estado quanto à criação de medidas mais persuasivas contribuem com o impasse supracitado.

Sob tal ótica, cabe ressaltar que os movimentos contra vacinação crescem devido à vulnerabilidade às “Fake News”. Um exemplo, que comprova tal afirmação é o estudo falso do médico Andrew Wakefield, visto que de acordo com a pesquisa o aumento nos casos de autismos estavam diretamente ligados a vacinação, entretanto, apesar de mentirosa a notícia continua sendo propagada na internet. Diante disso, tal fator preocupa, pois as informações falsas geram um ambiente favorável desvalorização da imunização, situação que, por conseguinte, põe em risco saúde individual e coletiva.       Nesse sentido, vale salientar a frase de Hebert Spencer, já que torna-se aplicável ao contexto, segundo o filósofo “a sua liberdade acaba, quando a do outro começa”. Assim sendo, é necessário de que os brasileiros não só compreendam a importância da vacinação, mas também sejam responsabilizados caso ajam de maneira displicente, ou seja, evitando a proteção contra doenças. Logo, cabe pontuar que o artigo 197 da Constituição Cidadã designa ao Estado o dever de promover políticas públicas que garantam a manutenção da saúde popular, contudo,  o governo tem falhado, uma vez que o Ministério da saúde aponta que taxa de imunização está decaindo desde de 2013. Dessa forma, nota-se uma falha tanto em informar a população procedência e funcionalidade das vacinas, quanto em penalizar aqueles os cidadãos negligentes.

Portanto, mediante os obstáculos para imunizar a população, é preciso que o Ministério da Saúde, Educação e Poder Legislativo criem um projeto único em prol da vacinação. Ele terá a função de conscientizar e responsabilizar a população. Para isso, a escolas devem promover Feiras de Ciências sobre o tema, a fim de ensinar a comunidade escolar, por meio de palestras que expliquem a ação metabólica e processo complexo e rígido para criação e liberação de uma determinada vacina. Além disso, a carteira de vacina, já existente, deve estar em dia, uma vez que ela será usada como documento essencial, para realização de matrículas em escolas, faculdades e viagens, bem como para desfrutar de benefícios sociais como: Bolsa Família. Dessa forma, epidemias poderão ser evitadas com maior facilidade. Assim, revoltas como a de 1904 -promovidas pela ignorância- não tornaram a se repetir no território brasileiro.