Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 30/12/2020
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que a vacina seja um direito de todos, a fim de garantir uma gestão positiva na saúde dos cidadãos, ainda assim existem obstáculos a serem superados. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da falta de conhecimento acerca da vacina, bem como a segurança de que doenças erradicadas não voltam mais acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, é indubitável que desconhecer sobre a importância da vacina, faz com que muitas pessoas ignorem esse eventual acontecimento. Sob tal viés, um exemplo de desordem ocorreu em 1904, na qual a tentativa de impor a vacina assustou aqueles que não entendia a sua real importância. Com isso, ainda que tenha ocorrido transformações evolutivas, é evidente que a sociedade ainda precisa ser melhor informada, para que a decisão pessoal possa garantir a responsabilidade coletiva, pois como já dizia o filósofo Hans Jonas, o homem deve se preocupar com os efeitos coletivos e não apenas em consequências individuais.
Sob um segundo enfoque, é notório que a realidade de anos sem qualquer tipo de manifestação de tal doença, como o sarampo, poliomielite e rubéola, por exemplo, sendo doenças erradicadas, faz com que os esforços para ir até um posto de saúde seja desprezado. Tanto que, segundo o Programa Nacional de Imunização, a taxa de vacinação para a poliomielite em 2016 foi a menor em 12 anos. Nesse sentido, é pertinente que o Governo continue defendendo a vacinação da maneira correta, já que a imunização do paciente contribui para evitar problemas de contaminação, a fim de garantir a permanência de doenças erradicadas.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de campanhas nas redes escolares, sendo administrado por profissionais da área da enfermagem, para que seja repassado aos alunos e pais, sobre a importância de preservar pela vacinação, já que é um ato que compete a segurança e bem-estar das pessoas. Além disso, cabe ao Governo direcionar essa conscientização para os locais que possuem maior taxa de pessoas infectadas, para que seja explicado sobre a vacinação de forma coerente, para que a resistência seja amenizada. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo melhor