Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 02/01/2021
A Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro, em 1904, foi uma rebelião popular contra a vacinação obrigatória para prevenção da varíola, que procedeu devido ao modo autoritário com o qual a vacinação foi ministrada, e também, devido à uma desinformação da população sobre a relevância deste método preventivo. Atualmente, ainda se observa uma dificuldade em se aplicar vacinas em uma população, de modo integral, por causa da hesitação provocada pela manipulação do comportamento individual, gerada pelos mais diversos meios de comunicação. Ademais, devido ao descaso governamental para com os investimentos necessários para a área da saúde. Consequentemente, há um aumento nas taxas de mortalidade e uma diminuição da densidade demográfica. Portanto, é preciso conscientizar a população sobre a importância da vacinação e, além disso, que o Estado providencie o suporte fundamental no que tange à saúde, no geral.
Em primeiro lugar, no que diz respeito as causas desses desafios abordados, nota-se uma manipulação do comportamento pessoal, formada pela restrição de informações sociocientíficas essenciais para a aceitação das vacinas, por parte dos grandes meios de comunicação. Nesse contexto, vale ressaltar o discurso do filósofo Jurgen Habermas, no qual ele conceitua a ação comunicativa: esta consiste na capacidade de um indivíduo em defender seus interesses e demonstrar o que julga ser o melhor para a comunidade, demandando ampla informatividade prévia. Além disso, há uma certa escassez de investimentos estatais no que tange à saúde, no Brasil, registrada em 2017, pela OMS: 10,3% dos gastos públicos são feitos na saúde, enquanto no Japão, por exemplo, registra-se um gasto de 23%. Assim, seria negligente não notar como a manipulação que nasce da carência de informações, e o desleixo governamental são grandes fatores para a difculdade das vacinações.
Por conseguinte, a disseminação de doenças é quase inevitável, um aumento da taxa de mortalidade e diminuição da taxa de densidade geográfica, também: morriam 2,6 milhões de pessoas por ano no mundo antes da primeira vacina, na década de 1960. Depois de mais de 80% da população mundial ser imunizada, o número caiu para 95 mil, em 2017, de acordo com o site da BBC (British Broadcasting Corporation). Deste modo, fica clara a importância desse método preventivo citado.
Logo, urge ao Ministério da Saúde, organizar palestras nas escolas e empresas, para que sejam ministradas aulas por profissionais da saúde e professores especializados, sobre o funcionamento e eficácia da vacinação, abrindo espaço para que dúvidas sejam tiradas, e a imprecisão de informações seja amenizada. Ademais, protestos pacíficos também são necessários por parte da população, para que o Estado invista de forma mais ampla na área da saúde, para que aja vacinas gratuitas para todos.