Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 04/01/2021

Um bem desconhecido por muitos

Na Idade Medieval a medicina ainda era muito limitada, pois não existiam saberes científicos elevados, muito menos ferramentas necessárias para o avanço dessa área. Com elevadas taxas de mortalidade por doenças na época, houve uma necessidade de crescimento absurda na medicina para que toda a humanidade não fosse devastada por essas enfermidades, e um desses avanços foi a criação da vacina. Contudo, a realidade brasileira ainda é muito ignorante na aceitação dessa medida preventiva, observa-se que a falta de conhecimento e uma criação social resistente andam lado a lado, e vale analisar suas causas e consequências.

Nota-se, inicialmente, que a forma a qual foi introduzida a vacina no Brasil trouxe um quadro de medo tremendo, pois foi distribuída por meios totalmente repressivos e sem uma explicação prévia sobre o que aquilo seria. Por exemplo, em meados de 1904 houve no Rio de Janeiro a Revolta da Vacina, que foi uma manifestação das camadas mais populares contra a tomada da vacina contra a varíola, a falta de informações dadas a essas pessoas, levou a crença que o governo estava querendo matá-las e não imunizá-las. Em consequência, se instaurou uma ignorância em massa, pois ainda existe uma péssima base educacional sobre esse assunto.

Ademais, no cenário atual, constata-se ainda uma completa falta de assistência do governo a essa população carente de saber científico, mesmo sendo o principal grupo responsável por ir contra a vacinação. Contudo, ao longo dos anos essa medida profilática foi crescendo até chegar a um ponto que muitas das doenças foram erradicadas no mundo, a partir daí as pessoas se acomodaram. Além disso, muitos grupos antivacina surgiram no mundo, espalharam notícias falsas e foram os responsáveis pelo ressurgimento do sarampo, doença já considerada erradicada na Europa, de acordo com a OMS. Com o aumento das “fake news” sobre esse tema, de acordo com a revista “Galileu”, se elevou em 16,5% os brasileiros que não confiam na vacina de 2018 a 2019.

Percebe-se então, que a falta de conhecimento sobre a vacina é um mal na sociedade comtemporânea. E deve ser combatido pelo Ministério da Saúde, renovando programas que ajudam na distribuição de recursos de saúde, como o SUS, promovendo um melhoramento na qualidade de vida. Além de espalhar por meio de das redes sociais, afim de chegar ao maior número de pessoas possíveis,  saberes básicos sobre a vacina. Conseguindo assim, uma sociedade que promova a tomada da vacina, e não se assuste e resista como aconteceu na Revolta da Vacina.