Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 04/01/2021

O Brasil enfrenta desafios para garantir a vacinação da população há anos. A Revolta da Vacina, no começo do século XX, evidenciou a desaprovação da população na vacinação obrigatória feita pelo governo do Rio de Janeiro. A falta de informação, o medo pelo desconhecido e as notícias falsas foram os grandes responsáveis pelo descontentamento popular. Felizmente, a população conseguiu compreender os benefícios que a imunização trouxe com a queda surpreendente de mortos por varíola. Após alguns anos, a vacinação voltou a ser um desafio e os motivos são muito semelhantes. Por essa razão, é preciso evitar uma possível crise sanitária por meio da informação e da vacinação.

A priori, a população brasileira não é ensinada sobre o modo que a vacina funciona. O educador brasileiro Paulo Freire acreditava que a educação é fundamental para transformar as pessoas e alterar o mundo. Infelizmente, a qualidade do ensino brasileiro é ruim e forma cidadãos cada vez mais alienados e intorlerantes, retrocedendo os avanços da nação. Esse realidade é visível na facilidade de proliferação de notícias falsas sobre as vacinas, uma vez que há desconhecimento por grande parte da população. A resurgência de doenças fatais que já haviam sido erradicadas, como a sarampo e poliomelite, mostra como as campanhas de conscientização e o conhecimento estão fragilizados.

Além disso, apenas campanhas de conscientização não são mais eficazes. É notório que apenas as campanhas do Ministério da Saúde já auxiliaram no combate e na vacinação, mas é necessário uma nova estratégia de conscientização. A imunização nas escolas aumentou a cobertura de vacinação contra o HPV no ano de 2014 e diminuiu  a taxa de incidência de câncer no colo de útero, mais de 80% segundo a Organização Mundial da Saúde. No entanto, quando esse projeto foi interrompido, o número de vítimas voltou a aumentar e o número de vacinadas diminuiu. Portanto, a vacinação nas escolas é uma ótima maneira de aumentar o alcance e conscientizar sobre os impactos da não imunização.

Diante dos fatos expostos, é possível concluir que existem grandes desafios para impedir o aumento de morte por doenças fatais. Para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, voltem a ministrar vacinas nas escolas e creches, para que a cobertura de vacinação aumente. Também é de suma importância que tais ministérios ministrem aulas de saúde, por meio de profissionais da área, sobre o que é imunização ativa e de como ocorre nos organismos vivos, a importância da contribuição social na disseminação de informação e a importância do SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil no combate das epidemias para que o brasileiro conheça os esforços diários para diminuir a mortalidade no país. Somente com essas medida, a população não precisará passar por uma nova epidemia de doentes para compreender a eficácia da vacinação.