Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 08/01/2021

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman afirma, em sua obra Modernidade Líquida, que a sociedade padece mudanças em ritmos intensos. De maneira análoga, em vista a realidade do país hodierno, observa-se a tamanha volatilidade no país, principalmente quando se diz respeito à redução de vacinaçâo perante a sociedade. Infere-se, nesse momento, promover uma análise acerca da relação da mentalidade social com as vacinas, assim como destacar o papel dos setores públicos e instituições, com fito de melhorar as expectativas da enigmática.

A priori, tem-se o desconhecimento de informações como um fator preponderante que provoca a repulsão social a respeito da drástica imunização. Diante isso, cabe referenciar o filósofo Pierre Bourdieu, cujo sua tese diz que o pensamento do indivíduo reflete os resultados dos modelos sociais e culturais da realidade inserida. Assim, estudos da Unicef apontam a minimização acenturada do índice de 21% em apenas dois anos, que, de fato, compactua com a analogia do pensador, evidencialmente devido às interpretações equivocadas de pequenos grupos que dinamizam as pessoas a irem contra o sistema de saúde. Logo, torna-se evidente que o cenário corrobora no aumento de movimentos antivacinas, sem estudos e provas pela ciência de que pode ser prejudicial, sendo, então, imperativo a desconstrução de ideias falsas e diálogos não comprovados.

Outrossim, nota-se a complacência dos gestores públicos diante dos dilemas encarregados na área da saúde. Nesse âmbito, a Constituição Federal de 1988 ressalta as garantias fundamentais da coletividade, a exemplo do direito ao setor de corpulência. Diante tal preceito, a redução da cobertura vacinal emerge ineficaz ainda quando compara-se à qualidade de vida dos cidadãos, sendo reflexo das diminuições das políticas de vacinação, a modelo da divulgação do calendário, assim como falhas de profissionais de saúde não abrangerem e orientarem a importância e necessidade da vacinação.Sendo assim, é notável o descumprimento da Carta Magna que precisa ser analisada.

Diante os fatos supracitados, torna-se explícito medidas para atenuar as intempéries causadas. Assiste ao Ministério da Educação em conjunto com a Conar-orgão responsável pela publicidade-atuar por meio de canais de comunicação e projetos de conscientização em atividades extracurriculares acerca da transcendência da saúde coletiva, para diminuir movimentos contrários a tese.Ademais, cabe ao Ministério da Saúde e as Secretarias, atenuar em propagandas intensivas, a fito de abranger áreas com maior déficit e orientar eficácia, assim como possíveis efeitos colaterais decorrente da dose.Poder-se-à, assim, a liquidez aludida por Bauman ser paradoxal ao imbróglio da redução da imunização, na maioria por pequenos grupos devido a falta de conhecimento correto sobre o tema na esfera social vigente.