Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 15/01/2021
O poeta Carlos Drummond de Andrade metaforizou em seu poema “No Meio do Caminho” a ideia de que, durante a vida, os indivíduos encontrarão empecilhos a serem superados. Sob tal ângulo, percebe-se que a não vacinação dos brasileiros configura-se em um obstáculo para a erradicação de doenças graves que acometem os cidadãos do país. Nesse sentido, cabe avaliar que esse cenário nefasto ocorre em virtude da insuficiência legislativa e da falta de visibilidade do assunto.
Em primeiro lugar, convém mencionar a ineficácia estatal referente ao tema. Em relação a isso, o termo “Ausente Contumaz”, elaborado por Washington Luís, norteia a negligência dos órgãos públicos, em grande parte, com assuntos relacionados a saúde pública, como é o caso do enfraquecimento da vacinação na população do Brasil. A título de exemplificação, nota-se que as campanhas que o governo realiza para a adesão da vacina não são suficientes, visto que, os brasileiros estão cada vez mais aderindo aos movimentos antivacinas, que visam acabar com a vacinação da população por deduzirem que a vacina é nociva a saúde, o que segundo a CNN, é comprovado que as vacinas são seguras para os seres humanos. Tal descaso, reflete no aumento de casos de doenças consideras erradicadas no país, já que, segundo o G1, patologias como o sarampo estão voltando a ser uma epidemia no Brasil devido a baixa na vacinação de crianças.
Ademais, é válido salientar a falta de visibilidade do tema. Cosoante à ideia de Noam Chomsky, os veículos de comunicação possuem a capacidade de silenciar, muitas vezes, determinados assuntos, como é o caso da queda da procura de imunização na população brasileira. Dessa forma, é evidente que a problemática, uma vez que não abordada pela imprensa, torna-se um assunto pouco discutido no corpo social. Desse modo, o não protagonismo da temática em questão, a qual deve ser abordada com relevância pelos meios de comunicação, a fim de que se minimizem os impactos relacionados a ela, como a volta de casos de poliomelite, tuberculose, hepatite A, sarampo, tétano, difteria e evitar o contágio do coronavírus, tornem-se esquecidos das prioridades a serem solucionadas no país.
Portanto, o problema mostra-se uma “pedra” a ser removida para o progresso do Brasil. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde aliar-se ao Ministério da Educação e, por meio de verbas sendo destinadas ao assunto, devem incluir na grade curricular de escolas e universidades aulas e palestras, com médicos, biomédicos e biológos, para esclarecer dúvidas sobre as vacinas e também explicar os impactos de não ser imunizados por elas, visando melhorar o imbróglio. Outrossim, a mídia, mediante reportagens e notícias, deve exibir as verdades e mentiras sobre a vacina e os efeitos da adesão dos movimentos antivacinação na TV e internet. Logo, os cidadãos ficarão informados da questão.