Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 15/01/2021

No limiar do século XX, ocorreu a revolta da vacina, porque os cidadãos da época não tinham conhecimento sobre os benefícios da vacina. Análogo a isso, é possível observar esse cenário na sociedade brasileira, visto que parcela da população recusam a vacinação. Nessa perspectiva, é necessário analisar como as Fake News e o conhecimento da população sobre à vacina influenciam essa problemática.

Primeiramente, é válido destacar que as fake news perpetuam o negacionismo à vacina no Brasil. Isso poder ser explicado por Paul Joseph, uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. A partir desse pensamento, é possível observar que o movimento antivacina influencia a meta de vacinação no país, uma vez que segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), somente 55% da população foi vacinada devido a dispersão de fake news. Além disso, a taxa de vacinação para doenças como caxumba, sarampo, rubéola diminuem a cada ano, em virtude dos pais influenciados por falsas informações, conforme o site BBC. Desse modo, o número de cidadãos contaminados tende a aumentar.

Em segundo plano, vale salientar que a ausência de informações sobre os efeitos da vacina e seus benefícios para o bem estar do cidadão está diretamente relacionada a essa problemática. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Peter Berger, a identidade é atribuída ao indivíduo a partir de suas vivências e primeiro contato com o mundo. Sob essa óptica, é factível visualizar esse panorama na sociedade brasileira, já que de conformidade com o site Ministério da Saúde, a falta de conhecimento individual sobre a vacina interfere na taxa de vacinação do país. Dessa forma, a falta de difusão sobre o que é a vacina e como ela atua na saúde da população influencia o número de vacinados no país.

Portanto, são necessárias medidas concretas que visem solucionar o efeito das fake news e a falta de informações sobre a vacina. Nesse viés, é necessário que a Mídia transmita somente informações verificadas, por intermédio do Ministério da Saúde, a fim de que notícias falsas não influenciem a decisão dos cidadãos mediante a vacinação. Paralelamente, é preciso que o Estado faça campanhas que informem sobre o funcionamento da vacina e seus efeitos colaterais, por meio de redes sociais e canais televisivos, com a finalidade da população ter conhecimento sobre os benefícios da vacina e a importância dela em suas vidas.