Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/02/2021

A Revolta da Vacina foi uma rebelião popular contra a vacinação obrigatória, ocorrida no Rio de Janeiro, em 1904. Essa imunização, sem esclarecimento sobre sua importância e feita de maneira autoritária, fez com que a população marginalizada se rebelasse. Na contemporaneidade, observa-se uma semelhança na dificuldade de promover a vacinação na população brasileira. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, a qual possui como causas não só a falta de informação, mas também a negligência do Estado.

Primeiramente, é importante ressaltar que o país apresenta uma queda contínua na imunização da população que vai desde crianças até idosos, fato preocupante, uma vez que doenças já erradicadas têm a possibilidade de retornar. Esse cenário pode ter como causa o movimento antivacina que é uma oposição ampla e crítica à vacinação pública, na qual está sendo potencializada pelas redes sociais. Consequentemente, ela provoca a desinformação e o medo, por meio da divulgação de informações falsas que utiliza como artifício ideologias e opiniões rasas.

Outrossim, o direito à saúde está assegurado pelo artigo 196 da Constituição Federal de 1988, mas a falta de atenção do Estado à questão tem possibilitado impactos negativos. Uma vez que regiões periféricas e carentes possuem baixa infraestrutura e recursos para promover a prevenção de doenças. Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2018, na região do Amazonas e de Roraima foram registrados casos de sarampo, tal doença que estava controlada no país. Se o governo não promover adequadamente os recursos para a saúde, os gastos públicos serão significativos.

Portanto, é relevante desenvolver ações tanto políticas quanto sociais, que possam reverter essa realidade. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com as prefeituras, desenvolver campanhas educativas abrangentes sobre a importância e o funcionamento das vacinas, por meio das redes sociais e televisão, com o objetivo de trazer mais lucidez e segurança sobre o tema. Além disso, o Estado deve investir em infraestrutura e fiscalizar seu destino, mediante a parte do produto interno bruto, a fim de remanejá-los a áreas que mais necessitam. Assim, essa destinação será coerente com a realidade brasileira e o Brasil poderá superar esse movimento antivacina.