Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 24/03/2021

No período de 1904, iniciou-se o movimento sanitarista no Brasil, liderado pelo médico Oswaldo Cruz, entretanto, pela falta de informação dada  à população e pelo uso da força bruta tal período ficou conhecido como:a Revolta da vacina. Nesse viés, infelizmente, na hodiernidade a informação ainda é motivo de alarde, seja por sua falta ou pelo seu excesso,corroborando com o infundado movimento antivacina e as fake news, tornando a vacinação um desafio a ser enfrentado pelas autoridades.

Em primeira análise, é importante salientar que a Revolta da vacina foi um movimento de origem popular , que ocorreu devido a pouca-ou quase nenhuma- informação fornecida pelos agentes de saúde, que aplicavam o imunizante fazendo uso da força bruta. Dito isso, vale destacar que a vacina nada mais é do que uma uma parte atenuada do material genético do vírus, que quando aplicada favorece a produção de anticorpos  contra a doença.  Dessa forma, o acesso a fontes informativas é o método mais eficaz para a educação da população, levando a substancial parcela a optar pela saúde e pela imunização

De outra parte, o excesso de dados oferecidos pela internet tornou-se motivo de preocupação para os profissionais da saúde na atualidade pandêmica, devido a difusão das repudiadas: fake news. Nesse sentido, a veiculação de falsas notícias confunde grande parcela da população leiga, deixando-os suscetíveis a ideologias relacionadas ao infundado movimento anti-vacina.Ademais, com a atual pandemia do corona-vírus, tal cenário é o principal problema a ser combatido, pois a vacinação é o único meio de preservar milhares de vidas, além de erradicar diversas doenças .

Portanto, urge que o Ministério da Saúde promova campanhas de vacinação por meio das mídias sociais e televisivas a fim de alertar a população acerca da importância da imunização , com o intuito de difundir  o acesso à informação . Somente assim, a perigosa fake news será desconstruída, levando às massas a se vacinarem de forma consciente e pacífica, diferente do ocorrido em 1904 com o sanitarista Oswaldo Cruz.