Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 08/04/2021
George Santayana, filósofo e poeta, afirma que quem não consegue lembrar do passado está condenado a repeti-lo. Nesse sentido, lamentavelmente, o pensamento de Santayana reflete os desafios atuais com relação a vacinação no Brasil. Assim, isso decorre, dentre outros fatores, da negligência da sociedade e, por outro lado, da inércia do poder público. Logo, medidas devem ser adotadas para reverter essa situação.
Mormente, destaca-se, espantosamente, que os brasileiros deixam de se vacinar por omissão. Sendo assim, o Padre Antônio Vieira diz que a educação tem valor em toda parte. Dessa forma, a afirmação do Padre deixa claro que a educação é algo primordial, ou seja, nesse caso específico, a sociedade precisa ser constantemente educada sobre os cuidados com a saúde. Consequentemente, ao realizar ações educativas -aulas, oficinas- a população irá reconhecer a importância da vacinação.
Somado a isso, os governantes mostram-se inertes no desenvolvimento de ações voltadas para a saúde. Contudo, a Constituição Federal de 1988 determina que a saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado. Ademais, é essencial destacar as campanhas de vacinação realizadas pelo Ministério da Saúde. Entretanto, tais medidas não alcançam toda sociedade por falta de ações educativas. Por conseguinte, caso não ocorram mudanças, a participação social, infelizmente, nas campanhas de vacinação tende a diminuir.
Infere-se, portanto, que o Estado deve ampliar a vacinação no Brasil. Nesse viés, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, deve criar uma campanha educativa sobre a importância da vacina. Ademais, essa ação deve ser planejada e executada por equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, pedagogos). Por fim, é fundamental realizar ações de modo presencial (palestras, cursos) e digital (redes sociais, vídeos, sites). Com isso, espera-se educar a sociedade, estimular maior atuação do Poder Público, ampliar a vacinação dos brasileiros e evitar erros do passado, como disse Santayana.