Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/04/2021
Durante o ano de 1904, no Rio de Janeiro, o movimento popular, Revolta da Vacina, ficou conhecido por centenas de pessoas que lutavam contra o sistema de saúde implantado pelo Governo, causando a proliferação de doenças. Nesse sentido, atualmente, os problemas gerados pela ausência de vacinação ferem não somente preceitos éticos, mas também constitucionais. Dessa forma, não há duvidas de que a vacinação como elemento principal para erradicação de doenças é um desafio no Brasil, o qual ocorre devido não só à falta de informação dos pais sobre imunização, como também à negligência governamental.
Inicialmente, é importante destacar a participação dos pais e dos responsáveis na garantia da imunização ativa das crianças e adolescentes. Nesse viés, segundo o Ministério da Saúde, crianças abaixo de 10 anos não são vacinadas da maneira que deveria, com ausência de imunização, agravando a problemas de saúde. Isso acontece quando os pais não possuem informações suficientes sobre a importância da vacinação como profilaxia contra doenças existentes e erradicadas. Sendo assim, essa falta de atenção pode causar danos ao corpo social, com o surgimento de doenças como poliomielite, caxumba e sarampo.
Adicionalmente, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o direito à saúde de qualidade como um pressuposto para o bem-estar social. No entanto, ao analisar a conduta governamental na efetivação da vacinação dos brasileiros, fica evidente que as negligências de investimentos e aplicações das políticas públicas de imunização, seja na pouca informação sobre os efeitos das vacinações, seja no pouco abastecimento dos pequenos municípios, colabora para problemática e para falha desse direito estabelecido na Carta Magna.
Portanto, com o objetivo de garantir o acesso à saúde e à vacinação da população brasileira, o Ministério da Saúde, em parceira com as mídias de comunicações, deve criar projetos midiáticos que transmitam a importância de vacina e os locais que acontecem as vacinações. Isso deve ser feito por meio de verbas governamentais, de forma que esses projetos sejam democratizados em jornais, redes sociais e televisão, além disso, sejam agentes ativos na busca da participação popular na erradicação das doenças. Assim, o Estado evitaria problemas sociais como o da Revolta da Vacina.