Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 14/05/2021
No atual contexto histórico, uma das questões que se tem debatido são os desafios para garantir a vacinação da população brasileira. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou erradicado a sarampo no Brasil. Após dois anos, o país sofre com surtos de sarampo que causou causado na região Norte, o que configurou a ausência de imunização de crianças e adultos. Sendo assim, percebe-se que esse problema é, sobretudo, o acesso à informação, sua falta tem gerado um desserviço social. Sob esse viés, cabe a análise dos fatores dessa problemática na sociedade brasileira. Em primeiro plano, o acesso e promoção de informações é um fator combativo como “notícias falsas” que são, hodernamente, responsáveis pelo recebimento de vacinação no Brasil. Exemplo disso é o movimento “antivacina” que gera descrédito pela ciência e tecnologia nacional, questionando a qualidade das vacinas, e coloca em xeque o trabalho de profissionais capacitados e renomados dos laboratórios de pesquisa brasileiros, um exemplo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com efeito, essa mentalidade retrógrada remete ao início do século XXI, a revolta da vacina. Sabe-se, contudo, que, na atualidade, não se chegar ao extremo do século passado, uma vez que a vacinação, dado o ocorrido, não é mais obrigatória no entanto, o cenário é desafiador na garantia da vacinação do cidadão brasileiro.
Indubitavelmente, a baixa cobertura vacinal é responsável, também, por essas coleções biológicas. Com efeito, o intenso fluxo migratório na região Norte do País, provocou um surto de sarampo, principalmente em crianças, que denunciou a ausência de imunização desses cidadãos. Resultado, o motivo pelo qual o sarampo voltou a fazer sofrer é a diminuição da cobertura vacinal haja vista a alta transmissividade do vírus. Tragicamente, as crianças são vítimas recorrentes do surto e a cristalização do problema evidenciando o desserviço da saúde pública e a negligência dos responsáveis que é uma tragédia anunciada.
Destarte, é evidente que a intersetorialidade dos serviços públicos é capaz de atenuar a problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceira com as escolas, promover campanhas combativas aos movimentos que ameacem a credibilidade das vacinas no Brasil. Por meio de palestras, mesas redondas e semanas de conscientização, um fim de promover o serviço de informação que gera confiabilidade no serviço público. Espera-se, com isso, que além do sarampo, outras patologias podem ser erradicadas do Brasil, eventualmente.