Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 19/05/2021
No início do século XX, ocorria no Rio de Janeiro uma epidemia de varíola, que fez com que o governo carioca tentasse vacinar a população de forma obrigatória, e essa revoltou-se com a medida por não acreditar na eficácia da vacina. Todavia, décadas após esse acontecimento, ainda há desafios para garantir à imunização dos brasileiros, dado que inúmeras doenças erradicadas no país voltaram a aparecer, como o sarampo em recentes surtos. Nesse sentido, tanto a propagação do movimento antivacina no Brasil, quanto a ineficiência do sistema de vacinação brasileiro, são fatores que desafiam a garantia da imunidade dos brasileiros.
Em primeiro lugar, de acordo com Drauzio Varella, médico brasileiro, o movimento antivacina é criminoso, visto que incentiva os sujeitos a não se vacinarem. Nessa perspectiva, demonstra-se um empecilho à imunização dos cidadãos nacionais, que é as ideologias contrárias a vacinação, porque essas incentivam os indivíduos a não se imunizarem, por meio da propagação de informações falsas sobre os efeitos da vacina. Consequentemente, se esses movimentos não forem combatidos, será recorrente os surtos de diversas doenças infecciosas no país, posto que os brasileiros não estarão imunes a essas.
Por outra óptica, segundo o Programa Nacional de Imunizações, à imunização brasileira é uma referência mundial, porque oferece inúmeras vacinas para a população de forma gratuita. No entanto, esse programa apresenta ineficiências, em razão de não possuir um aplicativo para smartphones que funcione como cartão de vacina digital, e que também alerte sobre quando certas doses devem ser refeitas. Por conseguinte, a inexistência desse aplicativo é um desafio à imunização dos brasileiros, uma vez que esse incentivaria a vacinação da população, pois notificaria os indivíduos quando certas doses tivessem que ser tomadas.
Portanto, a fim de combater os desafios que impedem a vacinação brasileira, o Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria Especial de Comunicação Social, devem criar publicidades, em meio digital e analógico, que alerte os indivíduos sobre a importância de se vacinar, e que também esclareça à população as falsas informações propagadas pelo movimento antivacina. Além do mais, deve o Ministério da Saúde investir na criação de um aplicativo digital de vacinação, que marque vacinas já feitas pelos usuários e que os notifique quando certas doses devem ser refeitas. Desse modo, se tais ações forem realizadas, certamente será garantido brasileiros se vacinem, porque esses serão conscientizados sobre as falsas informações dessa e receberão notificações quando certas doses devem ser realizadas.