Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 23/05/2021
A Revolta da Vacina, ocorrida em 1904 no Brasil, foi um movimento de resistência à vacinação. Motivada por, entre outros fatores, a propagação de notícias falsas acerca do imunizante. Hoje, mais de cem anos depois, a história se repete, uma vez que há resiliência às vacinas na sociedade atual. Isso acontece devido à falta de informação, a qual desencadeia o negacionismo científico e a crença em mitos relacionados ao tema.
Apesar de os diversos avanços científicos, o negacionismo ainda está presente na população contemporânea. Provocado pela precariedade de informações seguras somado ao fato de uma parcela do corpo social ser inapta a averiguar os conhecimentos que lhe são passados. Conforme o conceito do sociólogo Durkheim, a sociedade exerce uma ação coercitiva sobre o indivíduo, assim esse é moldado pela primeira. Nesse contexto, é possível notar crenças equivocadas perpetuando por gerações, uma vez que a negação da ciência é uma ideologia arcaica. Por conseguinte, há intolerância ao antivírus, um empecilho para a garantia da vacinação em massa.
Além disso, convém mencionar que para a imunização ser eficiente é necessário um todo vacinar-se. Porém, a credibilidade em falsos relatos sobrepostos à ciência impede o consentimento integral. Nesse cenário, o verso “é ferida que dói e não se sente”, de Camões, ganha outro significado, em razão de a oposição à vacina afetar não somente quem a decide, mas também ao próximo. Dessa forma, é perceptível a falta de empatia, pois a dor de outrem não é sentida pelo coletivo.
Portanto, cabem às instituições de ensino, influentes na formação cidadã, disporem informações concretas e instruirem os indivíduos à analisarem a veradidade de dados. Isso deve ser feito por meio de palestras, as quais abordem sobre a questão da ciência e das referências de notícias, a fim de conter o negacionismo científico, bem como descredibilizar relatos falsos. Assim sendo, coibir-se-á um dos desafios para a vacinação dos brasileiros, e a resistência a imunizantes será apenas nos livros de História.