Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 12/06/2021
A Revolta da Vacina, movimento anti-vacina, ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, com intuito de dar fim à obrigatoriedade de vacinação, uma vez que, na primeira parte do século XX, em 1904, era necessário vacinar-se contra doenças, haja vista a capacidade de impedimento de ir e vir mediante à ausência da vacina, necessária na época. Nesse sentido, tal estigmatização da vacina tornou-se presente hodiernamente, ocasionando na acentuação de desafios para garantia da vacinação dos brasileiros. Tal estigmatização é devida à estruturalização do pensamento anti-vacina, e também, deve-se à desinformação acerca da necessidade de tal medida profilática.
Primeiramente, tal estruturalização do pensamento, acerca da vacinação, ocasionou em detrimento científico na contemporaneidade. É possível comprovar tal afirmação parafraseando o filósofo alemão Friederich Nietzsch, ou seja, problemas ético e morais hodiernos provém de contextos históricos passados, segundo seu estudo acerca da Genealogia da Moral. Analogamente, devido à circulação exacerbada de movimentos anti-vacina, tornou-se estrutural o preconceito para com a medida profilática em questão. Tal imagem tornou-se tão forte que, mesmo com campanhas afirmativas de sua necessidade, ainda sim há um prejulgamento. É possível comprovar tal argumento utilizando dados, informações essas que afirmam que, em 2016, a vacinação da poliomelite foi a menor em 12 anos, portanto, verifica-se que tal estigmatização acentua a dificuldade da vacinação.
Ademais, pode-se recorrer à desinformação como principal fator do problema em questão. De maneira análoga, uma vez que há a circulação de fake news, ou seja, notícias falsas, disseminadas rapidamente, tal pensamento errôneo acerca da vacina é enraizado, levando à negligência da mesma. Por conseguinte, tal enraizamento deriva da desinformação. Tal análise confirma-se segundo falas do atual presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, que afirma, sem questionamento, sobre a não necessidade da obrigatoriedade da vacina do novo Sars-cov2, ou seja, depreende-se de tal fala que as informações falsas culminam nos discursos hodiernos, uma vez que, sem vacinas, há uma acentuação do COVID-19, segundo dados da OMS, que por sua vez, garantem a eficácia da vacinação para combate de pandemias.
Portanto, visando abrandar tal cenário de calamidade, uma vez que está enraizado na sociedade hodierna o pensamento anti-vacina, é necessário a mudança de mentes. Tal mudança seria realizada pelo Ministério da Educação, inserindo nas escolas materiais que abordam a eficácia comprovada das vacinas e sua importância histórica, adequando um grupo qualificado de docentes para excercer tal humanidade, objetivando mitigar o problema em questão.