Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 22/07/2021

Durante a República Velha, medidas sanitárias foram impostas à população pautadas na ideia de progresso. Entre essas medidas havia a de vacinação compulsória, o que ocasionou a Revolta da Vacina, visto que não ocorreu uma explicação prévia do governo sobre os seus benefícios e gerou grande desconfiança e medo na comunidade. Nesse sentido, tal desconfiança ainda persiste e é enfatizada por problemáticas, como a propagação de notícias falsas e a desinformação sobre o autocuidado. Por isso, esses problemas devem ser analisados para que se busquem soluções.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a propagação de “fake news” como influência negativa na adesão à vacinação dos brasileiros. Com o advento da internet, a facilidade de se obter informações é nitidamente mais ágil, porém, em paralelo a elas, há notícias que circulam com o objetivo de desacreditar a sociedade sobre a eficácia das vacinas. Tal situação, contribui para que o engajamento comunitário diminua, a cobertura vacinal descresça, além de facilitar a propagação de patologias, já que não há pessoas vacinadas o suficiente. A exemplo, tem-se o Movimento Antivacina, que propaga “fake news” sobre a eficiência da vacinação e ainda a vincula com a disseminação de outras doenças.

Outrossim, a desinformação sobre o autocuidado é mais uma dificuldade. Em sua maioria, pouco se é divulgado sobre a importância da participação social no controle de doenças, dessa maneira, a população não se vê como responsável por esse processo e deixa, por exemplo, de tomar vacinas contempladas pelo sistema público de saúde. Segundo a Fiocruz, a cobertura vacinal de doenças já controladas no território, como sarampo e poliomielite, tem decrescido desde 2016, e, consequentemente, tais patologias voltaram a ser relatadas.

Torna-se evidente, portanto, que o reconhecimento da vacinação como uma medida profilática importante se faz necessário. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em parceria com as instituições de ensino, deve elaborar campanhas sobre os benefícios das vacinas, por intermédio de palestras com profissionais da saúde e exposição de dados sobre a eficiências delas no Brasil, a fim de gerar senso crítico e fomentar a credibilidade dessa medida. Ademais, as redes sociais devem criar enquetes e movimentos com influenciadores digitais que foquem no autocuidado, por intermédio de vídeos e propagandas, visando a curiosidade e o engajamento do público sobre a sua co-reponsabilidade.