Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 23/07/2021
Em 2021, iniciou-se no Brasil um plano para vacinar a população contra a Covid-19, doença respiratória a qual, no ano anterior, se disseminou rapidamente e resultou em uma pandemia gravíssima que ainda perdura. Nesse contexto, tornou-se pauta central nas redes sociais e no âmbito da política a calorosa discussão sobre a da plena efetividade do programa de vacinação, que vem sido comprometida especialmente pelo crescimento do movimento antivacina e pela falta de informação.
Primeiramente, é valido considerar que a recusa dos antígenos está diretamente associada à divulgação de fake news acerca do processo de imunização. Analogamente ao ano de 1998, quando um médico inglês publicou um falso estudo que determinava a possibilidade de desenvolver autismo ao tomar a vacina tríplice viral, notícias que contêm dados fictícios são rapidamente propagadas pelas redes sociais com o objetivo amedrontar e, dessa forma, impulsionar o povo à um posicionamento antiimunização - por motivos que, na realidade, são ilusórios, ou seja, sem qualquer fundamento científico.
Por outro lado, existe também o desconhecimento dos indivíduos a respeito da importância de se proteger imunologicamente contra não apenas o Coronavírus, mas variados patógenos letais. De maneira adversa ao que afirma a ciência, muitos acreditam que o ato de vacinação não é necessário quando se é saudável, com poucos ou nenhum problema de saúde recorrente. Com esse tipo de raciocínio consolidado, há quem se negue a receber injeções de defesa do organismo, o que leva ao ressurgimento de enfermidades outrora erradicadas, como foi o caso do sarampo em 2018 no Brasil.
Logo, é de extrema urgência a tomada de medidas para amenizar os problemas causados pelas circunstâncias supracitadas. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Governo Federal e as emissoras de televisão e rádio, a criação do Programa Saúde, que consiste no desenvolvimento e na transmissão de uma série de minidocumentários - com até 30 minutos de duração - que desmistifiquem falsos dados e ratificar a relevância das vacinas para a manutenção de uma vida protegida de determinadas doenças, preferencialmente em horário nobre para que a audiência seja numerosa. Assim, visa-se propagar conhecimento confiável de maneira que os cidadãos permaneçam sempre bem informados e atendam, sem qualquer resistência, aos postos de saúde para serem vacinados.