Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 16/07/2021
O período medieval foi caracterizado pela drástica disseminação da Peste Negra, que resultou no óbito de vários indivíduos devido à falta de recursos para conter a crise sanitária. Atualmente, no entanto, pode-se afirmar que a conjuntura vivida pelos cidadãos europeus no medievo não diverge do atual cenário da sociedade brasileira. Esse fator ocorre, sobretudo, devido ao sucateamento do sistema público de saúde e das políticas públicas em relação aos quadros endêmicos. Nesse sentido, convém analisar as causas e as soluções viáveis para atenuar essa problemática.
Deve-se analisar, de início, como a negligência governamental em relação ao Sistema Público de Saúde (SUS) impossibilita o combate efetivo de epidemias. Como apresentado na série brasileira “Sob Pressão”, as instituições públicas de saúde não possuem uma infraestrutura adequada para o atendimento humanitário dos enfermos. Dessa forma, como na ficção, a equipe médica não possui recursos, como leitos e respiradores suficientes para suprir a demanda da população no panorama de uma epidemia, como a COVID-19, por exemplo. Sendo assim, tais fatores evidenciam a violação dos direitos presentes na Magda Carta brasileira, devido a insuficiência de verbas destinadas para o SUS.
Somado a isso, é essencial compreender como a falta de políticas públicas contínuas sobre a vacinação contribui para a manutenção dessa problemática. Ao analisar o contexto da Revolta da Vacina, pode-se afirmar que a população, de fato, não possuía conhecimentos suficientes sobre a imunização. De forma análoga a essa conjuntura, é perceptível que, atualmente, o Governo ao invés de criar políticas públicas permanentes a respeito da vacinação, age apenas quando os quadros endêmicos são alarmantes, fato que aumenta a insegurança e insatisfação dos cidadãos. Sob tal perspectiva, fica claro a necessidade de uma campanha contínua de conscientização sobre a importância da vacinação, a fim de diminuir a sua rejeição.
Diante disso, é necessária uma ação efetiva do Governo, instância máxima de administração executiva, que consistiria em campanhas de cunho informativo e de amplo alcance, através dos principais meios de comunicação, como as redes sociais, reportagens em canais abertos da televisão e rádios, por exemplo. Nessa campanha deve ser abordada a importância da vacinação de forma contínua, ou seja, durante todo o ano, a fim evitar cenários semelhantes ao da Revolta da Vacina. Além disso, é necessário que o Poder Público priorize investimentos para a área da saúde, contratanto profissionais capacitados e melhorando a infraestrutura dos hospitais, com o objetivo de promover o atendimento humanitário e garantir os direitos essenciais presentes na Constituição.