Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 30/07/2021

No ano de 1904, uma epidemia afetava a população brasileira. Apesar da existência de uma vacina para combater a varíola, a maioria das pessoas preferiu não tomá-la. Com a população do Rio de Janeiro cada vez mais em risco, o médico e cientista Oswaldo Cruz quis implementar uma campanha de vacinação obrigatória na cidade. As pessoas se demonstraram insatisfeitas com a proposta, dando início a uma revolução, com protestos violentos e 31 mortos. Após 117 anos, é possível identificar similaridade na situação atual do país. Nesse viés, é de suma importância uma análise sobre a problemática do impacto do negacionismo científico no combate da pandemia do COVID-19.

Em primeira análise, destaca-se o grande impacto negativo da disseminação de notícias falsas em relação à imunização. Anticientistas criam notícias diariamente com objetivo de criar pânico nas pessoas. Através das redes sociais, as famosas “fake news” proliferam rapidamente. Sem muita experiência com tecnologia, os idosos acabam se tornando alvo de notícias falsas, acreditando nelas, ajudando no compartilhamento das mesmas e recusando a se imunizarem por falácias vistas em grupos de conversa, por exemplo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os movimentos antivacina são muito perigosos, porque ameaçam reverter o progresso alcançado no combate a doenças evitáveis por vacinação.

Ademais, é importante ressaltar a relevância do encorajamento à imunização por uma figura de poder. Sendo a autoridade máxima do poder Executivo, é dever do presidente Jair Bolsonaro divulgar e apoiar a campanha de vacinação em prol da proteção dos brasileiros. Tal expectativa não está sendo cumprida, visto que o mesmo contribui na proliferação das notícias falsas, encorajando seus eleitores a contribuir no movimento antivacina. Segundo a 3ª Lei de Newton, “toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”. Ou seja, o negacionismo científico vindo de pessoas de poder influenciando a população resulta no aumento do impacto da pandemia no Brasil.

Visto o grande impacto do movimento anticientífico no Brasil, é imprescindível que haja intervenção estatal para que medidas sejam tomadas em torno dessa problemática. Portanto, deve o Ministério da Educação, aliado a cientistas, realizar campanhas nas redes sociais com o objetivo de desmentir as falácias em relação à vacinação. Cabe também ao Presidente da República junto a outras figuras de poder, desmentir rumores e encorajar as pessoas à imunização, com o objetivo de informar e influenciar positivamente a população a se proteger contra esse vírus letal. De tal forma, é esperado que o número de vítimas da pandemia diminua e que tal problema se cesse.