Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 31/07/2021

Em 1904, no Rio de Janeiro, iniciava-se a Revolta da Vacina. A população insatisfeita e com muitos problemas sociais, não aceitou a violência em que foi submetida a imunização. São situações totalmente diferentes, mas as Fake News, método utilizado na época para assustar a população e criar uma resistência a vacina, está presente até hoje no dia a dia do brasileiro.

Graças ao Sistema Único de Saúde brasileiro, ou apenas SUS, as taxas de vacinação transformaram o Brasil em referência mundial, porém o problema é outro. A ignorância e a crueldade de algumas pessoas, andam lado a lado com as ondas negacionistas presentes no país atualmente. Na Revolta da Vacina, a Fake News difundida dizia que quem tomasse a vacina viraria “vaca”, pois consistia na pústula de vacas infectadas. Atualmente, a ideia propagada diz que quem tomar a vacina da COVID-19 viraria “Jacaré”. A diferença da problemática ocorrida no Rio de Janeiro e a crise mundial de saúde atual é de 117 anos, a ignorância não tem prazo de validade.

Pode-se mencionar, por exemplo, o iluminismo, uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, o Brasil vive atualmente problemas básicos que poderiam ser resolvidos se a empatia fosse algo praticado. Pais não aceitam a aplicação de vacinas necessárias para recém-nascidos, problemas como o Sarampo ressurgem, pessoas recusam a única arma contra o maior desafio de século XXI. A discussão atual é sobre a vacinação obrigatória. Uma Democracia obrigar a população a se vacinar abre um precedente muito perigoso. O indivíduo deve escolher o que é melhor para o seu corpo, mesmo optando por não se vacinar, seja por ignorância ou negacionismo, é necessário respeitar.

É evidente, portanto, que a solução não é obrigar a vacinação. Como dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e as pessoas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação devem combater as informações falsas e tendenciosas com verdades, seja por palestras em escolas com psicólogos, pela televisão, internet ou sites. É imprescindível discutir a importância de se vacinar e combater esta onde de desinformação, objetivando uma sociedade mais consciente e empática.