Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 09/08/2021
A Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro no século 19, foi o episódio de revolta popular decorrente da aplicação forçada de imunizantes contra a varíola na população, sem que essa tenha conhecimento do objetivo da injeção. Nesse contexto, ainda hoje, o Brasil enfrenta a desinformação, somada à circulação de notícias falsas, as quais acabam disseminando pensamentos anti-vacinação e, consequentemente, colocando em risco a saúde da sociedade. Logo, é necessário aumentar o número de propagandas e campanhas de vacinação, além de combater a desinformação e às fake news por meio da educação em saúde.
Assim como na Revolta da Vacina, a desinformação e a disseminação de fake news dão margem a existência de movimentos contrários à imunização e isso representa um grande problema para a saúde de toda a sociedade. Diante disso, dados divulgados pelo Programa Nacional de Imunização constataram que, em 2020, o número de crianças vacinadas caiu em 42% do número esperado, o que mostra os resultados da ignorância dos pais na saúde de seus filhos. Portanto, enfatizar as campanhas de vacinação e a sua importância é crucial para contornar esse problema e evitar o reaparecimento de doenças.
Além disso, no cenário mundial, de acordo com a divulgação do Centro de Controle de Doenças do governo dos Estados Unidos, durante a pandemia pelo Coronavírus, após a vacinação em massa, 99% dos casos graves da doença são de pessoas que não quiseram receber o imunizante. Ademais, é certo que com a internet, movimentos antivacina por todo o mundo influenciem na formação desses grupos no Brasil, enfraquecento o programa de imunização nacional, já que esse só é efetivo quando abrange completamente a população e impede assim a circulação das doenças. Assim, o maior desafio a ser enfrentado é o de desconstruir as falsas crenças sobre o assunto e incentivar que a população acredite na ciência e aceite receber as vacinas, visando seu próprio bem e a saúde coletiva.
Em síntese, para garantir a saúde coletiva da população, é necessário que o Estado aja na desconstrução das fake news e dos pensamentos contrários à ciência e às vacinas. Por isso, o Ministério da Saúde deve, além da intensificar as propagandas de incentivo à vacinação, criar e divulgar em mídias sociais breves documentários, os quais expliquem didaticamente à população a forma de produção e de ação dos imunizantes no organismo, a fim de esclarecer e desmistificar qualquer falsa crença sobre o tema na sociedade. Enfim, somenta a informação é capaz de garantir a vacinação e saúde dos brasileiros.