Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 25/08/2021

O médico sanitarista, Oswaldo Cruz, foi pioneiro no estudo das doenças tropicais e fez parte de diversas camapanhas de combate a epidemias de sua época. Sua atuação durante a revolta da vacina, período da República Oligárquica, foi marcada pela imunização compulsória e fúria da população, tendo em vista que as pessoas pouco sabiam dos benefícios da vacinação. Hodiernamente, o Brasil foi pioneiro na incorporação de diversas vacinas no calendário do Sistema Único do Saúde (SUS), porém, de acordo com a  coordenadora do PNI, do Ministério da Saúde, Carla Domingues, a cobertura vacinal diminui ano à ano e a causa pode ser, sobretudo, o desdém governamental a respeito da problemática.

É lúcido, em uma primeira observação, considerar que a Constituição cidadã de 1988 garante que a saúde  é direito de todos e responsabilidade do estado. No entanto, tal prerrogativa legal não é efetivada com ênfase na pratica, uma vez que, a infraestrutura da brasileira ainda é precária e, com isso,  faltam verbas para que os municípios possam gerir com eficácia os programas de imunização. Desse modo, segundo dados do jornal BBC e da Globo, no Brasil, o número de vacinações contra a poliomelite - doença considerada erradicada do Brasil em 2016- diminuiu cerca de 20% na última década e casos dessa doença voltaram a surgir. Isso se dá na medida que faltam não só as vacinas, como também, materiais para aplicação, o que deixa claro a urgência de políticas públicas eficazes.

É relevante mencionar ainda, que as baixas aplicações financeiras em pesquisas científicas corroboram para a maximização da problemática. Nos últimos anos, o investimento público do governo federal em Ciência e Tecnologia diminuiu drasticamente, resultando em cortes de bolsas de pesquisa e defasagem tecnológica em laboratórios e universidades. Segundo dados da última pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2018, o Brasil investiu 1,26% do PIB em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2017, ficando  bem abaixo de países que lideram a corrida tecnológica.

Portanto, é imprescindível que o Estado tome providências para sanar as lacunas a respeito do problema. Para que as pessoas possam desfrutar de um programa de saúde eficaz que promova imunização efetiva, urge que o Governo Federal, em parceria com os governos estaduais, por meio de verbas governamentais, crie programas nas redes sociais que facilite o mapeamento e monitoramento dos postos de sáude, de forma que seja possível as pessoas denunciarem a falta de mdicamentos, vacinas e ausência de profissionais. É papel do governo, ainda, invenstir em ciência e tecnológia, para que seja possível atender humanamente a população com recursos de qualidade. Somente assim a constituição cidadã será efetivada e a sociedade desfrutará do que é garantido por lei: saúde igualitária.