Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 30/08/2021

O artigo 6ª da Constituição brasileira, promulgada em 1988, garante saúde como um direito para todos, todavia, a baixa cobertura vacinal, no Brasil, hodiernamente, contribui para que esse direito esteja no papel, mas não na prática. Por conseguinte, doenças erradicadas no  território nacional, como o sarampo, voltam a reaparecer prejudicando principalmente as crianças. Ora pela falta de informações sobre as importância das vacinas, ora pela ausência de estratégias mais eficazes para a adesão da vacinação. Nessa conjuntura, convém avaliar os principais pontos que levam à constância do problema.

Em primeira análise, de acordo com Epicteto, filósofo, “Só a educação liberta”, no entanto, a falta de educação da população sobre a importância das vacinas e as constantes fakes news, prejudica à adesão e a confiaça dos cidadãos sobre os imunizantes. Logo, a sociedade fica presa ao negacionismo e muitos não comparecem e/ou não levam seus filhos para salas de vacinação, além disso, tornam-se propagadores de inforações falsas como o se torar jacaré, disseminado por meio de mídias sociais após fala do Presidente da República. Com isso, percebe-se a importância das informações sobre as vacinas aplicadas de forma gratuíta pelo SUS, pois isso libetará a sociedade do preconceito e da negação dos imunizantes.

Em segunda análise, a falta de estratégias para imunizar o máximo da população leva à constância do problema. Segundo Hobbes, matemático, “O estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, por outro lado, a falta de políticas públicas para a aplicação de vacinas prejudica o comparecimento da sociedade, pois muitos trabalham, estudam, ou seja, não podem comparecer na sala de vacinação por não possuir horário disponível. Por conseguinte, parte da população não se vacina e não levam seus filhos para vacinar por falta de tempo, pois, geralmente os postos funcionam no horário comercial e fecham aos finais de semana. Nessa conjutura, percebe-se que a falta de planejamento prejudica as metas de vacinação.

Diante disso, verifica-se a falta de orientação sobre as vacinas e a ausência de planejamento para contemplar todos da sociedade. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde e o Ministério da Educação criar uma campanha nacional de vacinação nas escolas, por meio de reuniões, divulgando essas nas principais mídias sociais, rádio e TV, com horários flexíveis para o comparecimento dos pais e todos da região, onde professores e profissionais de saúde irão esclarecer as dúvidas sobre os imunizantes, sua importância, eficácia, para que serve e etc. De modo que, os presentes aceitem ser vacinados e repassem os conhecimentos adquiridos para os demais cidadãos. Como resultado, teremos uma sociedade vacinada, esclarecida e com saúde, assim como escristo na Constituição.