Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 01/09/2021
No início do século XX, a Revolta da Vacina marcou a história, não só pelo seu pioneirismo imunitário, mas também devido à vacinação obrigada da população, que já estava insatisfeita com o governo, culminando uma manifestação, que levou muitos às ruas do Rio de Janeiro. Todavia, atualmente, os brasileiros têm acesso à vacina -desta vez, não mais obrigatória- sendo, esta, assegurada pelo Estado a toda população, no entanto, novos desafios vêm sendo notados, a saber, a rejeição a vacina e a propagação do movimento negacionista.
Antes de tudo, é evidente que, com o passar dos anos, a população tem se vacinado menos. Isto pode ser notado pelo Programa Nacional de Imunização, que contastou, em uma pesquisa, uma queda do percentual de cobertura vacinal, pois, em 2007, esse número estava em 105% e em 2016, 85%. Nesse contexto, torna-se preocupante tamanha queda, visto que a vacinação é essencial, já que previne e dá fim à doenças -como a Varíola, primeira enfermidade a ser erradicada por causa da vacina. Tal rejeição se dá porque, as pessoas ignoram o efeito da vacinação e decidem não se imunizar, nem seus filhos, causando o aumento de doenças e graves surtos endêmicos. Assim, fica claro que a rejeição da vacina é um problema, bem como a disseminação de opiniões negativas desta.
Ademais, a cultura de negação da vacina acarreta a menor procura por ela. Sobre esse viés, é certo que o movimento negacionista põe em dúvida a eficiência da vacina, pondo em “check” a sua legitimidade, e, por causa da ausência de informações sobre a sua veracidade, aumenta a rejeição. Além disso, as fake news que circulam nas redes sociais promove ainda mais a abdicação da imunização, por distribuir falsas informações de falsificação de doses de vacina e efeitos colaterais, por exemplo. Desse modo, é imprescindível o combate às notícias falsas, como também a providência de informações que certifiquem a segurabilidade da vacina.
Portanto, importa que o combate às falsas notícias, que acarretam a abdicação da vacina, sejam efetivas. Nesse caso, cabe ao Ministério da Saúde informar a população da legitimidade da vacina, por meio de propagandas, para que a população entenda como age a vacina e os seus efeitos, a fim de que as fake news não iludam a sociedade -que bem informada reconhece a sua veracidade. E isto pode ser feito através de campanhas publicitárias, utilizando as mídias comunicativas como meio de propagação (rádio, TV, e redes oficiais do Governo), pois, como Oswaldo Cruz e sua vacina erradicaram a Varíola, no contexto da Revolta da Vacina, somente com a imunização da sociedade resolveremos os problemas sanitários do Brasil, dando fim às doenças graves e que podem ser curadas através da vacinação.