Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 11/09/2021
A descoberta da propriedade de imunização, no século XVIII, foi fator crucial para o desenvolvimento da sociedade, visto que esta é responsável por inúmeras modificações desde o seu surgimento. Nota-se, dessa forma, que os avanços feitos nas medidas profiláticas erradicou uma séria de doenças, por exemplo: a poliomielite. No entanto, a falta de investimentos estatais e o crescimento de movimentos antivacinas não só acendem um alerta vermelho para o retorno de enfermidades até então “esquecidas”, bem como dificultam a garantia da vacinação.
Primeiramente, em consonância com o biólogo moçambicano Mia Couto, a capacidade de produzir diversidade foi fator crucial para a sobrevivência da espécie humana, entretanto, nota-se que esse sistema deu lugar a um que escolhe apenas por razões subjetivas e econômicas. Assim sendo, é correto afirmar que os investimentos feitos por parte do Estado ocorreram de maneiras desproporcionais, uma vez que há o sucateamento de postos de saúde e má distribuição de vacinas no território brasileiro, além do baixo investimento paras pesquisas científicas, o que compromete a eficácia da imunização em escala nacional.
Somado a isso, tem-se o fato do aumento dos movimentos antivacinas, já que existe a ideia de que doenças erradicadas não têm chances de voltarem. Lamentavelmente, essa falta de informação interfere na escolha dos pais de levarem seus filhos para se vacinar o que implica diretamente ao exposto do Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a vacinação ser um direito essencial. Dessa forma, presume que para viver em sociedade os ideais individuais não devem ameaçar o bem coletivo e torna essa medida preventiva algo essencial para a sobrevivência e para a saúde coletiva.
Urge, portanto, que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação e com a Mídia Social – enquanto agente formadora de opinião – deve promover projetos feitos de forma sistêmica nas escolas e nas comunidades – uma vez que ações sociais e coletivas têm um poder transformador –, as quais por meio de palestra, atividades lúdicas e campanhas publicitárias sobre a importância da vacinação, além de maiores investimentos para o campo da saúde, a fim de inserir o debate sobre medidas preventivas e diminuir a resistência do corpo social a respeito da imunização. Posto isso, será possível que doenças erradicadas permaneçam assim.