Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 28/10/2021
Criado em 1973, o bem-sucedido PNI - Programa Nacional de Imunização - constitui um dos alicerces do Sistema Único de Saúde. Entretanto, nos últimos anos, a vacinação, essa base na qual se sustenta a saúde pública, vem enfrentando desafios no Brasil diante da queda em sua popularidade, reflexo da ineficiência estatal em suas campanhas. Consequentemente, pais mal-informados estão deixando de vacinar seus filhos, colocando em risco toda a sociedade.
Diante desse preocupante cenário, a baixa efetividade do Estado na mobilização dos cidadãos é, certamente, o primeiro fator a ser apontado. Nesse sentido, a queda nos índices de vacinação tem sido o principal sintoma. Tal como a imunização contra a Poliomelite, outrora notável pelo carismático “Zé Gotinha”, atualmente vem registrando queda em todo o Brasil, com imunização já abaixo de 85% nas regiões Norte e Nordeste. Dessa forma, doenças antes consideradas sob controle voltam a ameaçar milhares de crianças, então, desprotegidas.
À vista da ineficiência estatal, pais desinformados, por sua vez, deixam de cumprir obrigações, facilmente levados por movimentos antivacina e fake news. Nesse aspecto, ainda que alegados motivos religiosos ou suspeita de reações adversas, vale destacar que o Estatuto da Criança e do Adolescente dispõe expressamente sobre a obrigatoriedade da imunização nos casos recomendados pelas autoridades. Assim, é dever do Estado esclarecer aos pais que a vacinação, mais que uma obrigação, é também um direito.
Infere-se, dessarte, que a vacinação no Brasil demanda ações urgentes. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde criar campanhas mais eficientes, por meio de conteúdos que sensibilizem e informem os cidadãos. Outrossim, além da divulgação nos principais meios, utilizar-se de conteúdos compartilháveis, de maneira que cidadãos favoráveis também possam participar, a fim de recuperar, o quanto antes, os índices considerados adequados e a segurança da população.