Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 05/11/2021

Há 100 anos, a vacina contra a tuberculose, conhecida como BCG, foi anunciada ao mundo por pesquisadores e, desde então, tem contribuído para a redução de casos da doença em todo o mundo. Neste sentido, o aspecto histórico de proteção e benefícios que a vacinação pode trazer é inegável, porém, encontra barreiras devido a ausência do autocuidado e a propagação de “fake news”. Logo, analisar esses problemas é necessário.

Em primeiro plano, vale destacar o autocuidado como influente no apoio à vacinação. No Brasil, em especial, o Sistema Único de Saúde possui um plano nacional de vacinação, em que há vacinas obrigatórias para a população e possui um histórico de sucesso em diversas campanhas. Entretanto, essa valorização da vacina reduziu nos últimos anos, por falta do conhecimento sobre a importância da adesão comunitária a ela e como essa ação gera um impacto positivo na saúde pública, o que é denominado de autocuidado -quando uma atitude individual colabora para o coletivo-. Segundo a Fiocruz, a partir de 2016, a cobertura vacinal de vacinas primordiais, como sarampo e poliomielite, tem decrescido, o que confirma tal desconhecimento e causa o reaparecimento de patologias.

Em segundo lugar, pode-se mencionar a disseminação de notícias falsas. Apesar da facilidade que os meios digitais trouxeram para a população, muitas vezes, a propagação de “fake news” gera uma repercussão indevida, além de convencer a comunidade sobre uma inverdade, visto que são contruídas com esse objetivo. Desse modo, o Movimento Antivacina, por exemplo, ganha força e nitidez ao anunciar teorias equivocadas sobre a vacinação, desde a cura da Aids à associação a casos de autismo.

Portanto, divulgar os benefícios das vacinas de forma histórica, como a BCG, é preciso para que ocorra a adesão social. Sendo assim, o Ministério da Saúde, em parceria com as empresas responsáveis pelas redes sociais mais acessadas, deve elaborar campanhas de apoio à vacinação. Essas campanhas serão veiculadas em TV aberta e redes sociais, além de possuírem dados, curiosidades sobre o tema e utilizarão influenciadores da área da saúde, a fim de incentivar a população de forma positiva.