Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 08/11/2021
De acordo com a DUDH, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano tem direito à saúde física e mental. Entretanto, mesmo que o documento da ONU, a Organização das Nações Unidas, esteja dotado de razão, a vacina, um dos principais métodos medicinais para a manutenção de uma saúde estável, continua sendo motivo de debate na sociedade brasileira. Dentre os principais contribuintes para esta problemática, vale ressaltar a falta de comunicação histórica do governo brasileiro para com o seu povo e a ignorância generalizada que permeia a comunidade no que diz respeito à vacinação.
Nessa perspectiva, é imperativo destacar os problemas históricos relacionados à integração comunicativa entre os órgãos governamentais e o povo do Brasil. Como exemplo, cabe citar a Revolta da Vacina, ocorrida durante o governo de Rodrigues Alves no ano de 1904, em que, pela falta de comunicação do Estado, ocorreu uma revolta popular contra a obrigatoriedade de vacinar contra a varíola. A par disso, depreende-se como o problema de coesão entre a divulgação de medidas públicas e a população tem raízes em tempos longínquos, o que influencia, fortemente, na mentalidade negativa dos cidadãos quando o assunto é vacinação, visto que este panorama apresenta conflitos desde sua fundação até a contemporaneidade.
Outrossim, é oportuno comentar sobre a falta de conhecimento e suas respectivas consequências quando o tema diz respeito aos imunizantes. Segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, a falta de esclarecimento humano, ou seja, o abandono da busca por informações, desencadeia um processo de ignorância populacional, baseada no misticismo e no senso comum. Nesse viés, em consonância com os ideais do pensador europeu, a indiferença da população na busca por materiais educacionais sobre as vacinas é um fator ímpar no surgimento da problemática debatida, pois aparta as pessoas de seu esclarecimento sobre um assunto crucial bara o bem-estar social. Mostra-se, assim, o delicado processo para garantir a vacinação dos brasileiros.
Portanto, em vista dos fatos supracitados, é necessária a atuação do Estado para amenizar estes problemas. Logo, urge que o governo, por meio de campanhas publicitárias, especialmente nas redes sociais, informe amplamente sobre os benefícios das vacinas para a população brasileira, a fim de que os cidadãos do país desfrutem não só de um governo comunicativo ao máximo, como também dos benefícios dos imunizantes. Ademais, é tarefa do Ministério da Saúde, por intermédio de uma associação com ONGs, publicar materiais educacionais sobre as vacinações disponíveis, com o intuito de que documentos como a DUDH e ideais como os de Immanuel Kant sejam respeitados.