Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 17/02/2022
Na história do Brasil, ocorreu um episódio em que as pessoas pegaram em armas para combater um programa de vacinação obrigatório. Esse evento ficou conhecido como Revolta da Vacina. No fim, o governo controlou a revolta mas cedeu ao retirar a obrigatoriedade da vacinação. Atualmente, não é raro que programas de vacinação sofram resistência do público. Essa resistência deveria ser combatida ativamente por esses programas.
No Brasil, grande parte da população possui baixa escolaridade e, por isso, é normal que essas pessoas vejam novas tecnologias com desconfiança. Nesse sentido, é necessário a intervenção dos meios de comunicação para ensinar e convencer as pessoas que aquelas ações serão benéficas para a saúde das mesmas. Em concordância, estima-se que 53 milhões de reais foram gastos em campanhas pró-vacinação em 2017. Esse valor foi bem gasto e deveria ser ampliado no próximos anos.
Essa necessidade é evidente, dado que a vacinação é um procedimento invasivo e é errado forçar pessoas a aceitá-lo. Visto que, para os cientistas que passam anos estudando e sabem todos os detalhes desse método, os benefícios do mesmo mostram-se claros, porém, o público vê toda essa obviedade como a opinião de alguém, uma opinião que também está sujeita a erros. Para que haja entendimento, há a necessidade de repassar para os outros os passos que levaram os cientistas chegarem a essas conclusões, como, por exemplo, o sucesso de campanhas anteriores com métodos semelhantes.
Em suma, a vacinação é um procedimento invasivo e programas de vacinação precisam ser acompanhados de campanhas publicitárias. Nesse caso, o Ministério da Saúde precisa investir recursos nos meios de comunicação, em artisitas e “influencers” para apresentar os dados científicos de forma agradável. Dessa forma, o programa conquistará a população levando-a se vacinar voluntariamente. De modo algum, em um paíse livre e civilizado, deve-se aceitar a vacinação obrigatória.