Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/05/2022
No início do século XX, o Brasil foi palco da, denominada, Revolta da Vacina, sendo resultado da falta de informação populacional e dos atos abusivos do governo para que houvesse a vacinação. Atualmente, o processo vacinal democrático falha na ga-rantia do direito à saúde, haja vista que redução nos índices de aplicações está ca-da vez maior e mais preocupante, ainda mais, em um cenário de incentivo à antiva-cinação. Desse modo, é inegável que essa problemática ocorre, seja pela negligên-cia estatal, como também, por aspectos socioculturais.
Em primeiro lugar, é notório que a invisibilidade e o não combate aos negacionis-mos por parte do Estado, geram regressividades nas relações vacinais. Segundo o filósofo contratualista, Thomas Hobbes, o Contrato Social é um pacto entre a cúpu-la governamental e os indivíduos civis, para que haja uma vivência harmônica. Se-guindo tal análise, a falta de execução dos direitos e deveres sociais por ambas cor-porações, apresenta uma ruptura do contrato proposto, visto que a incúria e a ig-norância auxiliam para uma sociedade desarmônica. Dessa forma, é evidente a ne-cessária mudança da postura do Estado nas relações de contenção a movimentos anticiência.
Outrossim, a falta de informação populacional, provoca o desconhecimento do verdadeiro ou falso. Nesse viés, a revolta, supramencionada, gerada pela obrigato-riedade de vacinação e pela falta de conhecimento da população, deve ser compa-rada ao momento atual. Em outras palavras, a crença em movimentos antivacinas, que disseminam “Fake news” sobre a real eficácia desse método de imunização, o-casiona o risco de retorno de doenças letais e já erradicadas no Brasil. Com isso, é fucral que ações informativas sejam ampliadas e melhoradas para todo país.
Infere-se, portanto, que, para garantir a vacinação dos brasileiros deve-se comba-ter o negacionismo, concientizando da real necessidade. Logo, o Governo federal, na figura do Ministério da Saúde, deve ampliar e aprimorar políticas informacionais e didáticas dos bens causados pela imuização, por meio de redes sociais mundial-mente conhecidas e divulgações físicas em centros comerciais e de saúde, para que se reduza a desinformação e os “achismos” comprometedores, que além de geral desconfiança da ciência pode resultar em mortes evitáveis.