Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 06/06/2022
A imunização artificial tem papel fundamental para uma sociedade saudável, bem como mostra a série Outlander, ao retratar o mundo antes de seu surgimento: repleto de mortes até então inevitáveis. Embora a vacinação tenha eficácia confirmada pela ciência, o movimento antivacina, de maneira irresponsável e sem comprovação, é contra seu uso e propaga essa ideia, representando uma séria ameaça à saúde pública. Nesse contexto, as notícias falsas - junto a falha na comunicação entre cientistas e a população- e o descaso do poder público fortalecem esse movimento.
Primeiramente, nota-se que as notícias falsas sobre as vacinas são prejudiciais, uma vez que as informações distorcidas geram desconfiança na população, que somado a ausência de uma explicação pelos profissionais da saúde, resultam em sua rejeição. Prova disso é uma pesquisa de 1988, na qual o médico Andrew Wakefield defende que a vacina contra o sarampo desencadeia autismo em crianças, posteriormente desmascarada, porém propagada por alguns indivíduos até hoje. Desse modo, é inegável que a distância entre os cientistas e a sociedade deve ser reduzida, haja vista que é um meio de evitar o compartilhamento de notícias falsas.
Além disso, vale ressaltar que segundo a Organização Mundial da Saúde, o movimento antivacina é um dos dez maiores riscos à saúde mundial. Logo, essa problemática deve ser prioridade do Governo, que pelo contrário, trata a situação com negligência, como é visto através do presidente Jair Bolsonaro, ao afirmar que a vacinação não deve ser obrigatória, discurso sem fundamento que contraria a comprovação científica. Portanto, o descaso do poder público é um empecilho, tendo em vista que fortifica esse movimento, e por isso, deve ser substituído pelo apoio a fim de atenuar essa ameaça.
Por fim, é dever do Governo Federal aproximar a população da ciência, por meio de palestras interativas feitas por profissionais da área, para trazer conhecimento de forma dinâmica, a fim de evitar a propagação de notícias falsas. Paralelo a isso, cabe ao Governo demonstrar apoio e incentivo à vacinação, através de páginas informativas nas redes sociais, como o Twitter, objetivando reduzir esse problema.